A forma calma e pachorrenta com que me preparava para encarar o resto do pretérito fim-de-semana foi abalada por dois relatos que tive a infelicidade de apanhar em simultâneo.
Esclareça-se que quando digo "forma calma e pachorrenta" é porque cá nas minhas filosofias até a um cínico se deve admitir o sacrossanto direito aos momentos de não fazer a ponta dum corno … de nada dizer, escrever ou que mais seja.
Feito este parêntesis, estava eu com meio cérebro posto na audição da televisão e a outra metade dedicada à leitura em passo de corrida a uma das revistas semanais quando, sem aviso prévio, levo com duas bem pregadas que, não fossem em sentido figurado, me tinham mandado para o banco da Urgência do hospital cá do burgo.
Topo eu na VISÃO que o seráfico e aparentemente beato António Vitorino é o “guru” de José Sócrates, e na SIC avança-se com uma sinopse de uma reportagem que a Al-Jazeera International dedicou a Portugal e ao José Sá Fernandes.
Eu prometo que regresso já ao baixinho, mas deixem que vos diga que nunca esperei que um canal informativo da qualidade que reconheço à Al-Jazeera International (e atenção, ó amigos de Bush que aqui nos vêm ler, que eu também sou dado a ver a CNN, a BBC World e um pouco menos a SKY NEWS) conseguisse fazer tão fraco trabalho sobre Portugal!
O terem mostrado as fachadas da baixa lisboeta a caírem de podres e terem dito, a propósito, que estas estavam como o País que outrora fora grande e hoje é um dos mais pobres da Europa, ou terem afirmado que a corrupção campeia e é generalizada de alto a baixo na nossa sociedade ainda é o menos … agora, terem apresentado o Sá Fernandes como o paladino da anti-corrupção, o herói dos pobres já é chato mas, ao que sei, mais ninguém teve direito a faladura!
O que nos vale é que o Cristiano Ronaldo marcou um “golaço” de calcanhar ao Aston Villa, senão a esta hora andavam os tipos no Médio Oriente com o Zé para aqui, o Zé para acolá e, pior que isso, todos a presumirem que as nossas fauces são como as do Zé … isto é, que aqui temos todos aquele ar de zangados com o mundo e de cruzados da moralidade ...
Se um qualquer mameluco me ler, fica o aviso que sou muito mais bonito que o Zé!
Quanto ao baixinho que logo à noite nos fará concorrência numa coisa chamada NOTAS SOLTAS, eu só vos digo uma coisa … estivesse eu como o Carlos e Ega no remate final de “Os Maias” e visse o Vitorino a passar na Rampa de Santos e pregava-lhe semelhante cachaporra que o tipo não se endireitava mais.
E nem é por ser lá o tal “guru” do Sócrates, antes por ser um gajo que está sempre pronto a ter penacho de importância razoável sem que, nas horas de aperto, esteja disponível para servir.
Quer dizer, Sua Excelência assim para uma coisa como comissário europeu está disponível, agora quando lhe pediram que regressasse a ministro … ai, coisa e tal … não me dá jeito … mas que bosta é esta?
Não lhe dá jeito e continua a querer ter acesso ao poder?
Passar bem, chefe …
Vitorino & Fernandes: uma dupla "formidable"!
Por: Anónimo Etiquetas: António Vitorino, Portugal, Sá Fernandes, Sociedade à(s) segunda-feira, março 31, 2008 19 comentarios
Bélgica : Um país colado a cuspo!
Se andamos por aqui tão empenhados na denúncia de injustiças nacionais e algumas outras internacionais, mergulhando até em petições que sustentam a nossa indignação face ao que se passa a mais de 10.000 km de distância, porque não, já agora, olharmos bem debaixo dos nossos narizes para os atentados à Democracia no coração da nossa tão “democrata” Europa?
O que dizer de um país que deveria funcionar como modelo prodígio e exemplar de tolerância e solidariedade entre povos de língua diferente e que, na prática, estala completamente o verniz quando os interesses de dominância e segregação de uma das comunidades, maioritária, são colocados em causa?
É impossível ficar impassível quando o cinismo de um politicamente correcto que tresanda a hipocrisia rebenta pelas costuras bem diante dos nossos olhos. Vivemos constrangidos numa revolta calada que nos obriga a “comer e calar” sob o risco de infringirmos, com repercussões graves, o maior Tabu da Europa dos 27 : A discriminação linguística na Bélgica!
Ao mesmo tempo que da boca dos representantes governamentais belgas transbordam palavras de superioridade internacional no respeito pela liberdade e defesa dos direitos humanos, arrogando-se como país evoluído e civilizado, correm-lhes pelas mãos toda uma panóplia de medidas, leis e princípios que mais não visam que a imposição arrogante de uma língua como condição sine qua nom de aceitação de um cidadão como membro de pleno direito na comunidade nacional.
Na Bélgica, cerca de 40 % da população fala francês sendo que 30% ocupa a Valónia (a sul) e 10% Bruxelas; a norte concentram-se os flamengos que constituem cerca de 60 % do total; a população estrangeira, incluindo a europeia, utilisa o francês como língua principal e reside fundamentalmente em Bruxelas e nas freguesias limítrofes. A existência de discriminações linguísticas e o surgimento de um racismo entre as duas comunidades linguísticas são desde há muito um verdadeiro tabu nacional, sendo o recenseamento linguístico proibido POR LEI e realizando-se apenas por dados de registo não oficiais.
Não é por mero acaso que após conhecidos os resultados das eleições federais tenham sido necessários 9 meses de intensas guerras de bastiadores, para só agora ter sido formado um “protótipo” de governo federal. Este simulacro de governação pretende, acima de tudo, não agravar a imagem internacional de descrédito a que chegou a realidade política actual do país.
A situação chegou a tal ponto que o Comité das Nações Unidas para a Eliminação das Discriminações Raciais, habituado a receber queixas de discriminação de origem étnica ou racial pela parte de marroquinos, turcos e congoleses, começou a ser invadido por queixas da própria comunidade belga! Nomeadamente da valónica e da europeia, que escolheram o francês ou o inglês como língua de comunicação. Uma opção que se julgava lógica numa cidade que se apresenta como a mais internacional da Europa e, mais grave ainda, alberga as mais importantes instituições da Comunidade Europeia, os headquarters das Multinacionais e outras instituições de relevância internacional. Porém, face às medidas segregacionistas e impositivas da comunidade flamenga, tal paraíso multicultural tem-se revelado um verdadeiro quebra cabeças para Bruxelas e arredores.
Este mal estar entre as comunidades esconde uma estratégia dominadora activa da comunidade flamenga face ao resto do país, nomeadamente da região de Bruxelas que conta com 90 % de habitantes de língua francesa. Infelizmente uma “ilha” em região flamenga, a poucos km da zona francófona, ligação geográfica que os flamengos tentam evitar a todo o custo.
A Mafia Flamenga está de tal forma impregnada nos organismos privados em Bruxelas que praticamente todos os quadros superiores são ocupados por Flamengos.
Nos organismos estatais responsáveis pela gestão do desemprego (equivalente ao nosso IEFP) as ofertas de emprego, quando existem, são colocadas prioritariamente aos Flamengos deixando no desemprego milhares de francófonos. Mesmo os organismos responsáveis pela formação (paga pelos 27 países com o dinheiro do orçamento comunitário) dão clara prioridade aos Flamengos e falantes de flamengo*, lançando no desemprego todos os que não dominam esta língua. Imaginem o que se passa com praticamente todos os acompanhantes dos milhares de trabalhadores que se encontram nas instituições internacionais...
Frequentemente a informação recebida pelos habitantes encontra-se em flamengo, quando a inscrição é realizada em francês e na região bilingue que é Bruxelas. O propósito é evidente: viciar as estatísticas fazendo aumentar o número de habitantes que utilisam o flamengo.
Por lei, 50% dos lugares públicos de Bruxelas são para a minoria de 10 % dos flamengos, uma vez que a região de Bruxelas se pretende à viva força bilíngue flamengo/francês. Ou seja, a única comunidade que é verdadeiramente “protegida” é a flamenga logo que se encontra em regiões onde se encontra em minoria, a outra comunidade que se amanhe...
Como se não bastasse, os flamengos trabalham em Bruxelas e pagam os impostos na Flandres, onde residem. Ou seja, “roubam” o emprego aos bruxelenses e ainda mais os lucros indirectos da sua actividade. Tal situação revela-se economicamente desastrosa em termos de receitas uma vez que o país se gere por 3 regiões economicamente autónomas : Bruxelas, a Flandres e a Valónia.
Os habitantes de língua francesa ou inglesa que habitam a perifera de Bruxelas, apesar de constituirem uma maioria, sofrem constantemente a violência dos extremistas flamengos que os colocam ostensivamente em lugares secundários face aos restantes habitantes.
Os comerciantes e orgãos públicos são obrigados a falar flamengo com os clientes e utilisadores e a colocar toda a informação exclusivamente nessa língua.
Até as crianças que pretendem frequentar os parques infantis em região limítrofe são obrigadas a comunicar em flamengo, estando completamente proibidas de falar outra língua. O acesso encontra-se frequentemente bloqueado às que não falam flamengo. Situação que apesar e não ter sido aprovada por lei, devido a pressões superiores europeias, acaba por ser praticada no dia-a-dia.
Este ano, os presidentes da câmara de língua francesa que ganharam os eleições nestas zonas, não foram instituídos no cargo a que tinham direito por se terem “atrevido” a enviar informação em francês aos cidadaos inscritos nessa língua...
E que dizer de medidas LEGAIS mais recentes que obrigam a que um cidadão que queira residir numa região flamenga tenha que falar obrigatoriamente o flamengo?
Isto para não falar do facto de o cargo de primeiro-ministro em vez de ser rotativo calhar consecutivamente a um Flamengo. Como justificação é alegado o facto de o povo eleitor do país ser maioritariamente flamengo... Se assim se procedece na União Europeia, nem Portugal nem outro país com menor número de habitantes teria direito à presidência da União ou da Comissão...
O mais grave nesta situação é a não existência de organismos oficiais que recebam estas queixas e consigam auxiliar as vitimas. É um assunto demasiado sensível, demasiado sujeito a pressões de todo o género e, claro, não se pretende assumir publicamente o embaraço e a vergonha de uma situação destas. A única forma que as autoridades arranjaram para resolver o problema de forma “eficaz” é fingir que pura e simplesmente não existe! Mascarando toda e qualquer denúncia!
Entretando, e dando continuidade à palhaçada, os responsáveis flamengos, qual virgem despeitada, revoltam-se contra as Nações Unidas negando a existência de tal discriminação. Isto enquanto a população a vai vivendo na pele diariamente, com repercussões gravosas para a economia e bem estar das regiões não flamengas e das freguesias limítrofes de Bruxelas.
O Comité das Nações Unidas para a Eliminação das Discriminações Raciais chegou mesmo ao ponto de convidar a Belgica a assinar a Convenção internacional para a protecção das minorias, algo que até ao momento nunca se tinha revelado necessário num país da Europa Ocidental. Como é que que é possível que tal país tenha a autoridade de do alto do seu pedestal falar em Liberdade e Respeito pelas minorias?
Por quanto tempo ainda irá a comunidade internacional continuar a colaborar nesta farça e para quando medidas menos hipócritas e mais incisivas da União Europeia nesta inacreditável facada à Democracia em pleno coração da Europa?
Vícios privados, públicas virtudes?
* O flamengo é uma variante do holandês, ambos considerados uma língua neerlandesa. Apesar da obrigatoriedade e imposição se referir à língua neerlandesa, por uma questão prática, referirei apenas a flamenga.
Por: bluegift Etiquetas: Bélgica, Discriminação, Politíca à(s) domingo, março 30, 2008 19 comentarios
Abençoado YouTube!
Por muito irónico que seja, ainda bem que houve um adolescente insensato que filmou uma insensatez ainda maior e a pôs a correr na internet. Agora, claro, o efeito bola de neve leva-nos a visualizar as cenas escandalosas e inadmissíveis que sabíamos, mas não dizíamos, existir no ensino público. Não é confrangedor, é a vida no pior “reality show” da aberração!
Como é que numa sociedade civilizada e superabundante como a dos nossos dias, a selvajaria galga os muros da escola? Isto é tenebroso! Não defendo a postura docente de há umas décadas atrás, jamais o poderia fazer. Reguadas, ofensas ao insucesso e a castrante culpabilização da falha são atitudes monstruosas, indefensáveis e ilícitas. Mas, alguma vez no meu tempo de aluna (nos recentes anos 80) alguém ousava contestar um professor? Sempre houve desestabilização das aulas, os ditos engraçadinhos (que muitas vezes são generosa e realmente engraçados) e aquela parte de testar limites. É saudável e faz parte do nosso processo de socialização. Agora tomar de assalto o poder docente? Que é isto?
Olho para estes vídeos do YouTube e só penso em turbas de selvagens! É isto que nos vai suceder geracionalmente? Estamos desgraçados quando, fracos nas nossas capacidades psicomotoras, estivermos entregues a esta gente sem pingo de sentimento humano ou capacidade relacional em sociedade. Estou a exagerar? Talvez. Mas o que oiço das pessoas que estudaram comigo e que enveredaram pela docência no secundário (eu sendo a que degenerou) é que as salas de aula são a arena dos alunos.
Não é necessário chegarmos aos extremos do pontapear, do injuriar. Basta que a perturbação seja suficiente para não se ouvir a voz do professor. E depois ali está o dito, coacto, sem poder fazer face aos meninos insurrectos. A autoridade docente, digam-me o que disserem e venham-me lá com as teorias psicológicas todas, está esboroada! É como o poder parental: quase desapareceu.
Um miúdo que grita com um professor é bem capaz de chamar “def” e “dah” aos pais e achar que isso é natural. Não percebo qual é o receio que a sociedade contemporânea tem da disciplina. Francamente que não entendo porque é que a imposição de regras de conduta se tornou politicamente incorrecta. Sim senhora, uma criatura de quinze verdes e arrogantes anos insurge-se contra o professor com o melhor da sua prepotência adolescente, leva dez dias de suspensão (se levar depois de ouvidas as partes). Depois elabora-se-lhe um plano de avaliação especial para não perder o ano devido às faltas impostas disciplinarmente. Acho bem! Acho até que está mesmo muito bem! Chamo a isto uma lição bem aprendida: faz-se o que se quer que as consequências são minimizadas pelo paternalismo condescendente de um sistema educativo leniente que se contenta com a mediocridade.
Também fico contente por ouvir as vozes esclarecidas dizer que este tipo de comportamento só ocorre em 5% das turmas a nível nacional. Se acham que 5% é uma boa, vulgo, reduzida incidência de bullying ou outro qualquer termo da moda que queiram usar, então eu, de facto, sou uma pessoa muito retrógrada, pessimista e exigente. Nem 1% se admitiria! É intolerável o enxovalho dos professores no seu local de trabalho.
Defendo a restituição da autoridade docente, agora!
Por: Blondewithaphd Etiquetas: Vergonhas à(s) sábado, março 29, 2008 16 comentarios
Mudam-se os ventos, mudam-se as criticas.
Mais uma tarde bem passada. Aquela tradição de ficarem ali sentados naquele banco era algo que eles já não dispensavam.
O movimento era muito, gente a correr de um lado para o outro, sempre com muita pressa, mas também eram muitos os que por ali ficavam sentados a ler o seu jornal, alguns dormitando, outros em conversa, outros ainda tentado mostra em tom mais alto o seu ponto de vista.
A posição dava-lhes uma visão privilegiada da zona, dali podiam observar tudo e todos e, claro, tecer as suas criticas e observações.
Fixavam uma criança que brincava alegremente, inocente e feliz. Trazia consigo a ternura de quem só há pouco tempo sabe o que é o ar da rua, o poder cantar, gritar, a liberdade.
Era também sempre observada por um indivíduo de ar austero, sentado a poucos metros e a comer umas bolachas de chocolate, tinha a preocupação de ser atencioso e simpático, mas como tutor da criança, mostrava sempre um estilo autoritário e dono da razão.
Os quatro homens detestavam o indivíduo, nunca tinham simpatizado com ele, achavam que "amarrava" demasiado a criança.
Era frequente ouvir-se um "vamos por ali que eu é que sei" ou "por este caminho é que chegamos lá" e, aqui e ali, um firme "eu é que sei, tu não sabes nada".
O desagrado dos homens era cada vez maior, queriam tomar uma atitude, estiveram muitas vezes para intervir perante algumas injustiças, mas o que tentavam era sempre à distancia, estavam demasiado amarrados àquele confortável lugar, tinham medo que se levantassem, alguém tomaria o seu lugar.
"O senhor dá-me uma bolacha, por favor?", perguntou a criança.
"Ande lá, dê uma bolacha à criança, deixe de ser assim!", gritaram todos em uníssono, vendo ali uma brecha para resmungarem.
Após algumas hesitações, o tutor deu uma bolacha à criança.
"Obrigado, o senhor é muito fixe" – respondeu a mesma.
Os homens, surpreendidos, olharam uns para os outros e avançaram logo: "Avarento! Invejoso! Com tantas bolachas só deu uma ao miúdo, isso não dá para nada"
Por: Tiago R Cardoso Etiquetas: Sociedade, Tiago Cardoso à(s) sexta-feira, março 28, 2008 30 comentarios
Olha o IVA com desconto ... um por cento!
Embora alguns soem e pareçam ridículos, os ditados populares, nalguns casos, aportam uma grande carga de verdade.
Ontem, depois de me ter dedicado a exercitar o polegar nas teclas de um comando e assim ter concluído que ter não sei quantos canais de televisão não é nada de especial, fui surpreendido, já a tarde ia avançada, com a novidade da baixa de 1% na taxa mais elevada do IVA.
A honra de ter informado este aparentemente relapso cidadão coube à RTPN e, ao princípio, pensei que aquilo não era para ser levado a sério.
É que eu ainda me recordava de não há poucos dias o nosso Primeiro-Ministro, José Sócrates, ter dito que quem clamava por baixas de impostos era leviano e tonto (citação com recurso à memória, aviso).
E agora isto …
Logo pensei que metade da Nação devia ter pasmado e proferido o veredicto: “Mentiroso, aldrabão, néscio …”.
E nessa metade da Nação quem venho eu a descobrir que estava?
Os que há não poucos dias pediam precisamente que se baixasse os impostos.
Luís Filipe Menezes, ladeado por dois senhores de ar circunspecto, veio dizer de sua justiça e que, no fundo, para não vos maçar, se resume a “estou contra!”.
Paulo Portas, que depois da lavoura, descobriu os contribuintes, falou no nosso “sangue, suor e lágrimas” … notem, por favor, que usei a expressão “nosso” pois presumo que todos os que aqui escrevem, comentam e lêem são contribuintes cumpridores.
O PCP, pela voz de não sei quem, veio lesto dizer que “vamos pedir mais um abaixamento de impostos”.
E o Louça, o Chiquinho de Torquemada, até foi o que mais acertou quando disse que ao Zé da Estiva 1% a menos de IVA era … nada!
Vêem? Estes gajos são espectaculares.
Há quinze dias pediam que se diminuísse à carga fiscal e agora que ela baixa (um miserável 1% é certo, mas baixa), estão contra!
Do outro lado, os pipis que nos governam que não senhor, podia lá ser e, num ápice, pega lá uma esmola!
E depois querem quê?
Ser respeitados?
Que os levemos a sério?
A mim esta discussão estéril lembrou-me o dito “casa em que não há pão, todos ralham e ninguém tem razão!”.
Mas cuidado, pois alguns podem não ter razão, mas têm muito latão!
Outra acha para o lume … querem apostar que aqueles que permanentemente reivindicam menos Estado, vão ser dos primeiros a fazer de conta que nada se passou e, com um bocado de jeito, mantêm os preços na mesma?
Acham que não?
Ou que sim?
Não acharam também curioso que, sendo todos tão responsáveis, tenham optado por abordar 1%, olvidando ou fazendo de conta que o défice está abaixo dos 3% (na casa dos 2,6%, segundo o Governo)?
Por: Anónimo à(s) quinta-feira, março 27, 2008 27 comentarios
