Fecha a porta, apaga as luzes...
Cabe-me então a mim a tarefa de fechar a porta...
Bem sei como me é difícil fazê-lo. Um misto de emoções perpassa-me o pensamento. Se por um lado me sinto aliviada, bem sei como foi difícil escrever neste blog, com um público tão exigente como atento, tão interessado como crítico...
Por outro lado entristece-me pensar que já não escreverei no Notas. Foi aqui que cresci mais nas minhas convicções. Todos sabem que depois de se verbalizar uma ideia, ela fica mais forte, mais nítida, mais... "verdadeira"... e depois, quando se escreve como aqui se escreveu durante tanto tempo, do lado dos bloguistas como do dos comentadores, é impossível que tantas boas ideias se percam no éter da virtualidade. Muitas delas porventura ter-se-ão tornado em manifestos, muitas ter-se-ão tornado veras filosofias, comentários de sala de estar com família e amigos - eu por mim falo, porque foi isso mesmo que aconteceu.
Não queria simplesmente fechar a porta e apagar as luzes, queria pedir-vos que me acompanhassem, mesmo que nem sempre tenham apreciado o que escrevi, mesmo que me imaginem uma lunática sem um pingo de criatividade ou consistência mental... sigam-me até ali ao Abluente, que promete servir as mentes mais agudamente críticas, de gosto menos duvidoso... ahahah! Sim, porque me parece que a vida dos blogs vai mudar depois daquele!
Sou a mais nova do Notas e foi com orgulho que ostentei o selo e foi com muito cuidado que sempre escolhi os temas para vos apresentar. Agora o Notas fica sem escribas, mas não termina, não é pura e simplesmente fechado... é um até já que vos deixo a todos. Vamos ali beber um café ou um chá e já voltamos para vos trazer mais beleza em forma de verbo, mais cor e luz em forma de imagem capturada na câmara, mais... ideias tornadas verbo e verbo tornado realidade nas mentes de quem escreve, de quem lê e de quem comenta!
Indomável
Por: Unknown à(s) terça-feira, junho 09, 2009 14 comentarios
Brevemente ....
Se é verdade que a podridão e o lixo andam algures por aí,
também não é menos verdade
que há quem se disponha a aplicar
um bom ABLUENTE nisso tudo!
Por: Quint à(s) segunda-feira, junho 08, 2009 11 comentarios
Por aqui me fico!
Há uns meses atrás decidi abrir a minha participação escrita nestas coisas dos blogues, a uma intervenção, digamos “civíco-política”.
Com efeito a minha intervenção nas coisas da net, quedava-se por um blogue que tinha criado e onde apenas colocava textos que reflectissem a minha vida de fé e prática cristã.
Mas achei que era tempo também, (porque precisava de “desabafar”, pelo menos para mim), de criar um espaço onde desse largas á minha crescente indignação pelos caminhos que o meu país percorria e percorre.
Se bem pensei, melhor o fiz, e criei esse espaço, sob este pseudónimo de Lusitano, onde me fosse libertando das irritações diárias que a política do país constantemente me provocavam e provocam.
A partir daí comecei também a comentar noutros espaços parecidos e um dos que mais me agradou pelo seu equilíbrio e pluralidade foi precisamente o Notas.
O Tiago na sua bondade achou que eu tinha “engenho e arte” para dar a minha colaboração e o Quintino veio confirmar esse convite, não sabendo eles que estavam errados desde o início, ou seja, que eu escrevia apenas para “desopilar” e que se o engenho era pouco, a arte estava escondida, envergonhada de não existir.
E chegou este dia em que não me despeço de ninguém, mas digo até já, para não dizer como um conhecido político da nossa praça que não deixou grandes saudades: «vou andar por aí».
Foi bom, muito bom, estar com gente tão diversa, com pensamentos tão diversos, com maneiras de estar tão diferentes, porque fiquei mais rico, porque aprendi muito mais do que sabia, porque afinal dá bem para perceber que mesmo na diferença nos entendemos, e que infelizmente parece que todos chegamos a uma mesma conclusão: Isto não vai nada bem!
Deixarei de quando em vez comentários em cada um dos espaços destas minhas companheiras e companheiros, não só de colaboração no Notas, mas também dos comentários e das leituras.
Regresso com mais afinco ao meu inicial blogue, (que nunca deixei), dando testemunho de que a minha alegria de viver vem, sem margem para dúvidas, da fé que professo no Deus de amor que se fez Homem como nós.
Já estou a ouvir-vos todas e todos parafraseando o Vasco Santana, quando diz ao António Silva de partida para as "Termas do Cartaxo": «Vai e quando lá chegares manda saudades, que é coisa que cá não deixas»
A todos sem excepção um abraço forte e amigo deste Lusitano que tem orgulho em o ser, mau grado o estado da Nação.
Por: Joaquim Alves à(s) sábado, junho 06, 2009 6 comentarios
Isto é o fim!
Ao fim de dois anos, depois de 966 mensagens, após quase 65.000 mil visitas, o NOTAS acaba ...
Imaginem agora que eu não desapareço ... ficam chateados?
Mas ao mesmo tempo, é ou não verdade que nada disto teria feito sentido, sem que tivessem participado?
Por: Quint à(s) sexta-feira, junho 05, 2009 22 comentarios
Só até já!
Como é que eu hei-de explicar? É mais do que público que eu adoro o Quinn, aliás o Ferreira-Pinto, e que se não fosse ele eu continuaria a escrever em Inglês no meu blog e nem teria chegado ao Notas. Ele foi o meu primeiro "amigo" internético desde que eu aterrei nesta coisa dos blogs e, aliás, ele é mesmo meu amigo. Assim, quando ele partilha projectos comigo eu respondo sempre entusiasticamente que "Siiiiiiim! Bora lá!" E, então,bora lá para outro projecto, prontinho a estrear em breve com um formato e ideias novos.
Quanto ao Notassoltasideiastontas. Adorei passar por aqui. Vim pé-ante-pé primeiro, confesso que com um pouquinho de receio por não estar habituada à escrita portuguesa (eu até escrevo e publico umas coisas mas é tudo no estrangeiro e tudo em Inglês e o Português é, por isso, uma segunda língua). Depois gostei da coisa e fui ficando. Valeu a experiência, a oportunidade e o facto de o Notas ser um fórum diferente do Blondewithaphd onde eu posso expor outro tipo de ideias. Como em tudo na vida, os projectos mudam, expiram, transformam-se. O Notas cumpriu um ciclo e está na altura de outras coisas. Não é a percepção do fim derradeiro, é ir buscar novos territórios, começar novos ciclos. Por acaso, eu vou com o Quinn para algo novo. Podia não ser assim. Aconteceu e é só isso.
Também gostei da experência de escrever num blog de grupo por onde já passou muita gente. É certo que não conheço os colaboradores presentes e passados nem pessoal nem interneticamente. Sou, como devem adivinhar, uma pessoa de privacidades, mas sempre gostei de todos e cada um dos momentos de interacção, de debate, por vezes até de diálogo que aqui fui estabelecendo com "escreventes" e comentadores, independentemente das opiniões que pudessem ser expressas. O que importa é a "democraticidade" da discussão, ou não será?
Assim, ao Quinn, em particular, e a todos e todas que tiveram a paciência, a disposição, a curiosidade de por aqui passar e deter-se nas leituras do que uma Blonde para aqui debitou periodicamente, obrigada! Vemo-nos em breve, num ecrã de pc bem perto, num novo blog de grupo começado por A... como em Abluente;)
Até lá, então!
Por: Blondewithaphd à(s) quinta-feira, junho 04, 2009 11 comentarios
Domingo, vote!
Os tempos de antena da campanha que por aí vai têm tido duas espectadoras atentas. As minhas filhas. Desde que, no passado sábado viram aquele bloco de promessas de leite e mel, que agora não querem perder um.
Glosam cada um dos momentos, riem com pormenores que aos adultos sisudos escapam. Devem ser as únicas pessoas em Portugal a divertirem-se com os fastidiosos e mentirosos tempos de antena, vendo ali um raro momento de comédia. Que é, como se sabe, coisa rara em Portugal.
Aliás, toda as iniciativas de campanha têm sido momentos particularmente únicos de fastio. Dum tédio quase mortal que nem o propalado empate técnico entre Vital e Rangel consegue animar.
Com momentos insossos assim, não há de facto como motivar o eleitor a ir a votos no próximo domingo.
Especialmente quando mais de metade do eleitorado não sabe certamente o que é o Parlamento Europeu, quais as suas competências ou composição.
Seja como for, a mim basta-me saber que quase dois terços da fraca legislação nacional são produzidos por determinação europeia para me dar ao trabalho de, no próximo domingo, me deslocar à secção de voto.
Fica aqui a certeza disso assim como a de que o boletim não será devolvido em branco. É risco que não corro, porquanto bem sei que uma pequena distracção é uma janela de oportunidade a que qualquer aldrabão faça dois riscos numa quadrícula …
Por: Quint à(s) quarta-feira, junho 03, 2009 12 comentarios
adeus Portugal?
Desde há séculos que os portugueses se despedem da sua terra, família, amigos, lugares de nascimento e de afecto, para procurar melhores condições de vida, sem realmente saber se irão ou não encontrar condições diferentes das que tinham no seu lugar de afecto, junto da sua família e amigos, onde estava o seu centro de conforto e ligações de segurança...
No entanto e apesar de esta ser a realidade, os portugueses continuam a emigrar e actualmente assiste-se a um verdadeiro êxodo de portugueses para parte incerta. Em plena crise mundial, os portugueses fogem do país e fugir é a expressão correcta para o que se assiste.
Ao mesmo tempo, assistimos diariamente nas nossas televisões e ouvimos na rádio a escândalos financeiros associados a políticos que se serviram da coisa pública em proveito próprio, tornando escandaloso o fosso que separa os ricos dos pobres.
A minha pergunta é, estará o lado dos que se governam disposto a exaurir o país de todos os que se vão, os que partem?
Eu por mim falo, a determinada altura canso-me da minha própria voz e de tanto dar murro em ponta de faca... talvez esteja também na altura de eu própria me despedir de Portugal...
E vocês?
Ficam e lutam ou partem e rezam pelos demais?
Por: Unknown à(s) terça-feira, junho 02, 2009 15 comentarios
A diplomacia já não é o que era...
Dizem qua vida diplomática é muito monótona. Se calhar essa foi uma das razões que levou o nosso embaixador no Senegal a procurar formas de a tornar mais... animada!
Agora estou para ver o que isto vai dar. Com um bocadinho de sorte ainda é reformado compulsivamente!
Por: Carol à(s) segunda-feira, junho 01, 2009 5 comentarios
Tetra do Porto na campanha do Benfica ...
Bruno Carvalho pretende exercer um direito legítimo enquanto sócio do Benfica. Quer concorrer como candidato contra Luís Filipe Vieira à presidência do clube da Luz.
Ao director do “Porto Canal” podia dar para pior, mas ele lá sabe as linhas com que se coze.
Embalado, e certamente esperançado, lançou uns cartazes em que apresenta aspectos da festa do tetra-campeonato conquistado pelo Futebol Clube do Porto com a interrogação que ali podem ler. Que tem o seu quê de ironia e de legítima.
De ironia porque Luís Filipe Vieira continua a ser sócio do Porto e leva assim com os parabéns do rival; legítima porque enquanto naquela casa reinar a desorganização será muito mais fácil ao Porto ganhar campeonatos.
Ainda recentemente Rodriguez afirmava que no Dragão até o cozinheiro é profissional, marcando assim a diferença para o rival da Luz.
Enquanto no Benfica não compreenderem isto e continuarem a apostar que o Porto só ganhou o que ganhou com recurso à batota, então não compreendem nada. E ainda bem!
Por: Quint à(s) sexta-feira, maio 29, 2009 12 comentarios
Desta vez é Alexandra
Estou irritadíssima! Furibunda, passada! Muito custa ser criança neste país!
Agora é esta desgraçada desta Alexandra que não fala russo, não vivia com a mãe biológica que não tinha capacidades económicas e estabilidade emocional para ter a filha consigo, e foi entregue a uma família de acolhimento que fez o que se esperava, acolheu-a, e agora cá vai disto: marcha para a Rússia assim de jacto, habitua-te aí à tua mãe e toma de levar pancada que é por causa das coisas. E ainda há quem faça documentários e ande a gravar a desgraça!!
Pergunto só: em que escola de desumanidade é que os nossos juízes tiram os cursos?
Raios partam o raio da biologia e mais o parir dos filhos como se estes fossem propriedade inalienável!
Desculpem, passei-me!
Por: Blondewithaphd à(s) quinta-feira, maio 28, 2009 9 comentarios
O "show" de bola de Oliveira e Costa!
Com mil macacos, digo-vos que gostei! Às tantas até mais que a final de logo à noite que irei espreitar entre dois levantamentos de halteres.
Mas, dizia-vos, gostei de ver o Oliveira e Costa ali na Comissão Parlamentar.
Fez-me lembrar algumas equipas de futebol titubeantes de início e francamente atrevidas à medida que o tempo passa!
O nosso homem quando se soltou, parecia um mágico do meio campo … passes em profundidade, para as laterais, bolas picadas por cima da defesa e até duas bolas ao poste. Uma, pelo menos, terá deixado o Capitão Haddock pasmado … com a linguagem rasteira e de flibusteiro que Dias Loureiro terá empregue quando se viu ali apertadito …
Já num plano mais teológico ficamos a saber que Oliveira e Costa pode não ser Jesus Cristo, mas que, valha-nos isso, Miguel Cadilhe não é nenhum Pilatos!
Por: Quint à(s) quarta-feira, maio 27, 2009 14 comentarios
O país das oportunidades!
Estava eu sentada à beira mar, num belo fim de semana que ameaçava chuva torrencial, quando me recordei que estava no reino dos Algarves e no dito reino a chuva é sempre de pouca dura.
Pensamento puxa pensamento, que é como as palavras e as cerejas, e acabei por me recordar que vivemos no país das oportunidades em energias alternativas e porque raio é que nunca me teria antes lembrado de colocar uns painéis solares em casa?... Como nestas coisas parece sempre que uma qualquer coincidência nos faz ter pensamentos coincidentes com a publicidade, vai daí e ouço um spot de rádio acerca do apoio dado pelos nossos bem amados governantes a quem decidir optar por colocar painéis solares em casa, bastando para isso ir a paineis solares.
Não é tarde nem é cedo - pensei eu - e toca de ir para casa e clicar no computador as ditas palavras mágicas. É claro que não encontrei nenhum site com a dita denominação, o mais perto que cheguei foi ao portal do governo e um documento onde se pode ler muita propaganda sobre o "apoio dado pelo governo na abertura de linhas de crédito em instituições que tratem de crédito, para os particulares que optem por essa energia alternativa".
Depois de algum tempo a googlar (desculpem lá o estrangeirismo, mas pareceu-me que teria de ser o mais honesta possível!) em busca do dito site apregoado na rádio, encontrei esta pérola: "Se [os portugueses] querem dar um bom contributo para, em primeiro lugar, reduzirem a sua factura energética e gastarem menos dinheiro com o aquecimento da água, se querem dar um contributo para o seu país, para haver mais emprego e mais dinamismo económico, por favor instalem painéis solares nas suas casas, aproveitem este programa do Governo"
Neste mesmo artigo, um professor da Universidade do Porto, declara que esta parceria do Governo é uma fraude...
Bom, bom, mas como? Onde? Porquê? Quem pode imaginar tal possibilidade?
O nosso Governo associado a fraude? Quem poderia imaginar depois da prológica e o Magalhães? Ou depois do Freeport?
E depois disto vão dizer o quê, que os nossos governantes se governam ao invés de nos governar a nós?
Por: Unknown à(s) terça-feira, maio 26, 2009 6 comentarios
Importa-se de repetir?
Sobre o caso da criança que apareceu às cinco da manhã numa rua de Faro ... com este tipo de declarações, eu começo a achar que não são só os políticos que nos fazem de idiotas...
Por: Carol à(s) segunda-feira, maio 25, 2009 8 comentarios
Sem palavras!!!
Por: Joaquim Alves à(s) sábado, maio 23, 2009 5 comentarios
O sermão da Senhora Doutora de Espinho!
A polémica de Espinho onde a professora Josefa Rocha, que prometia discrição mas já aparece com foto estampada em jornais, é o ciclone principal, devia servir para se discutirem outras coisas para além do aspecto legal da gravação, da truculência dos ditos e de aparentemente a docente estar convencida da sua superioridade moral, cívica e intelectual à conta de um mestrado ou lá que raio é!
Podíamos falar da necessidade da Educação Sexual e de saber em que moldes deve a mesma ser abordada. E a partir de quando.
Podíamos falar das curiosas visitas de estudo obrigatórias em que alunos se vêm na contingência de ter de pagar as mesmas. Ainda recentemente por uma visita a Peniche tive de desembolsar 20,00€ por cada uma das gémeas, mais almoço e lanche. Ora, na turma das minhas filhas existem, pelo menos, duas colegas que têm ambos os pais desempregados.
Pois foi-lhes dito que tinham de ir e de … pagar!
Mas que bosta de país é esta, pergunto eu?
Podíamos falar se uma pessoa que não domina completamente a sua língua materna pode ter um mestrado ou lá que e falar atropelando a mesma? E ser docente? Pelos vistos pode!
Quanto ao resto, aguardemos com serenidade. E não se tome a nuvem por Juno.
A "senhora doutora" Josefa Rocha é apenas uma professora, aquelas mães são apenas aquelas mães e aquela turma aquela turma.
À cautela, se a “senhora doutora” Josefa Rocha ler isto, faz favor de se me dirigir por “senhor doutor” ou, quando muito, "senhor licenciado". E aqui o rapaz é doutor num curso de via larga, aviso já.
Por: Quint à(s) sexta-feira, maio 22, 2009 8 comentarios
O pequeno país que queria ser GRANDE
Nada como quinze dias fora aqui do burgo para nos apercebermos de que 10 milhões de habitantes num minúsculo rectângulo atlântico nos transformam (não) necessariamente num país de reduzidíssima dimensão.
Pandemia de gripe. Sim, ok, já se percebeu que há por aí um surto gripal não sazonal que potencialmente até poderá evoluir para algo pandémico. Certo que as coisas ali para os lados do México e dos EUA e do Reino Unido e agora do Japão até nem têm andado famosas. Mas porque é que Portugal se arma (em gigante afectado, para não dizer em parvo)?
Em duas semanas estive em quatro aeroportos fora do país (ok, agora vou eu armar-me em parva): London Heathrow-Terminal 5 três vezes, Glasgow International 2 vezes, Chicago O'Hare 2 vezes, New York-Newark uma vez. Sabem quantas pessoas de máscara eu vi? ZERO! Sabem quantas notícias de gripe eu vi e li no Reino Unido e nos EUA? Pouco acima de ZERO! E sabem o que me fazem na viagem de regresso a Portugal as autoridades deste país? Pedem-me para voluntariamente preencher um formulário indicando se eu tenho gripe! E como era voluntário, sabem quantas pessoas naquele Boeing 757 o preencheram? Exactamente: ZERO!
Pergunto-me quantas pessoas já terão morrido em Portugal devido à Gripe A. Muito este país gosta de sensacionalismo! Muito gostamos de nos armarmos em grandes!
P.S. - Acabei agora, já depois de escrito o belíssimo texto acima, de ver o Jornal das 10 e ia sufocando de riso. Então não é que puseram de quarentena uma miserável qualquer de Seia sob o aparato mais despropositado do que o dos filmes de Hollywood? Aquilo era vê-los fugir da senhora como da peste todos vestidos de astronautas. Ó valha-me Cristo Senhor!
Por: Blondewithaphd à(s) quinta-feira, maio 21, 2009 8 comentarios
O Dias Ferreira leva e o povo discute!
Regressava eu ontem ao serviço depois de ter passado todo o dia a assistir a um seminário jurídico e o vigilante, mesmo antes de me cumprimentar, dispara-me um “então agrediram o Dias Ferreira”?
Como se um tipo, depois de quase sete horas encafuado num auditório a ouvir duas ou três intervenções jeitosas e uma mão cheia de futilidades, conseguisse logo topar quem era o Dias Ferreira.
Aliás, o homem deve ter notado algures que eu estava a tentar processar a informação vital, pois logo completou que era o advogado, “o do Sporting”.
Ah, disse eu, bateram-lhe?
Azar …. Aliás, parvoíce. Levei ali logo com um relato tal que cheguei a temer estar ante testemunha ocular ou perpetrador da agressão.
E no meio daquilo tudo, pensei cá com os meus botões que isto é que interessa à maior parte do povo. Pelo menos o que tem trabalho. Futebol e má-língua.
Agora para onde foram parar 15.000 desempregados ou se 8.000 camas na rede de cuidados continuados são importantes para o país … isso já não.
Por: Quint à(s) quarta-feira, maio 20, 2009 13 comentarios
Sol lucet omnibus?
Os nossos antepassados latinos gostavam de mostrar-se bastante democratas e dizer estas frases feitas que muito divergiam do que realmente se passava em Roma, em que escravos eram tidos como pouco mais que os animais e os animais pouco mais que pó.
Mas passados estes séculos todos eu pergunto-me se Orwell não teria mesmo muita razão quando na sua maravilhosa obra "O triunfo dos porcos" dizia que todos somos iguais mas uns são mais iguais que os outros?...
É que se o Sol quando brilha é para todos, eu sinto-me um pouco à sombra, em pleno solarengo Maio, na bela serra algarvia onde o estio se sente logo desde cedo.
Sim, sinto-me à sombra e não estou só, somos alguns milhares os que de repente nos sentimos abraçados por uma imensa mão cinzenta e fria que nos vai esganando e exaurindo todos os recursos que com cuidado, perseverança e trabalho fomos tentando construir pelo tempo fora.
Mas do que raio estarei eu a falar?
Pois então passo a explicar e que me perdoem os apologistas da liberdade entre raças e a igualdade de oportunidades, mas o que é demais também chateia e no momento estou muito, muito aborrecida.
O caso foi o seguinte: infelizmente tenho na família um caso de doença oncológica, que exigiu há uns tempos a extracção mamária, sofrimento e dor à mistura, com a consequente mágoa de um filho demasiado pequeno para perceber porque não podia estar com a mãe e a possibilidade de não a ver de todo pelo futuro fora.
Numa das consultas de rotina, esta minha familiar teve de aguardar a sua chamada na sala de espera do Hospital, tal como centenas de outros pacientes, que, uns com mais outros come menos dores, lá iam pacientemente aguardado a sua vez, sem queixumes ou aparente revolta...
Já depois de algum tempo de sofrimento, por a cirurgia ter sido recente e a costura estar inflamada, a minha familiar preparava-se para ser chamada, faltando-lhe apenas duas pessoas à frente, pouca coisa para quem tinha já esperado duas horas... Mas entrou pela porta uma senhora de etnia cigana com uma criança esfarrapada ao colo, num berreiro que metia dó e durante mais trinta minutos gritavam mãe e filho, cada um à vez e por vezes em simultâneo, até que de dentro das portas da urgência sai uma médica muito bem intencionada a convidá-la a entrar antes de todas as outras pessoas que até ali tinham aguardado pacientemente pela sua vez...
Eu sei o que estais a pensar: então e ninguém se queixou? Pois não, ninguém se queixou, porque uns ficaram em choque, outros estavam tão doentes que o que quer que acontecesse à sua volta não passava de uma mancha na paisagem, outros ainda estavam satisfeitos por, como que por magia, o som estridente daquela mulher e criança ter-se evaporado!
Sol lucet omnibus?
Não me parece! A mim parece-me que o sol hoje quando brilha é para quem grita mais alto, para quem faz mais barulho, por muito que o que diga não passe de demagogia, de publicidade, de fanfarronice. Vão-me desculpar se aos ciganos vou assemelhando os políticos, mas a analogia era demasiado aparente para eu a desperdiçar...
Fico-me então por esta garra que me vai apertando a garganta, dizendo de mim para mim que não sou de todo racista ou xenófoba, assim como alguns dizem por aí que não existem bruxas, mas que las hay, las hay!
indomável
Por: Unknown à(s) terça-feira, maio 19, 2009 4 comentarios
Cenas do quotidiano
Sexta-feira, dia 15. Loja do Cidadão, Aveiro. 19.10 horas.
A cidadã entra apressada e olha em volta, constatando que os serviços funcionam ainda em pleno. Aliviada por ter conseguido chegar a tempo, dirige-se à Tesouraria onde deverá liquidar o seu primeiro pagamento de IVA.
Aí chegada tenta tirar uma senha mas, ao fim de várias tentativas, um outro cidadão informa-a que as senhas terminaram às dezanove horas. O funcionário olha atentamente enquanto a curta conversa se desenrola, mas retoma o seu trabalho assim que ela termina, sem intervir.
Às dezanove e vinte e cinco, o diligente funcionário, quando confrontado com o primeiro contribuinte sem senha, informa que não atenderá pessoas na mesma situação.
Quando a contribuinte em questão responde que já não havia senhas desde as dezanove horas, mas que tinha saído uma última (e única) às dezanove e vinte , o funcionário diz condescendentemente: "Vá, excepcionalmente, vou atender. Mas, para a próxima, não atendo ninguém".
A contribuinte diz ao que vai e o dito funcionário responde-lhe num tom de voz digno de uma Susan Boyle: "Para isso tem muito tempo, o prazo só termina no dia 27!! Volte noutro dia! Agora só atendo quem vier liquidar IVA!".
A jovem, educadamente, pede o livro de reclamações e leva como resposta um "ai é?! Então, já não atendo mais ninguém!".
Como seria de esperar, gera-se a confusão mas o senhor João Feliciano está irredutível e, enquanto tira a gravata e desabotoa o botão do colarinho, vai dizendo: "Já disse que não atendo mais ninguém e acabou! Querem reclamar, reclamem. Vão lá à frente e peçam o livro de reclamações!"
A cena termina com os cinco contribuintes indignados, a fazerem as respectivas reclamações escritas.
Enquanto isso, João Feliciano abandona o balcão de atendimento e desaparece do palco.
Esta cena é real e aconteceu mesmo, por incrível que pareça. A cidadã referida no segundo parágrafo da apresentação desta cena sou eu. Parece ficção, não é?
Por: Carol à(s) segunda-feira, maio 18, 2009 7 comentarios



