Por aqui me fico!

Há uns meses atrás decidi abrir a minha participação escrita nestas coisas dos blogues, a uma intervenção, digamos “civíco-política”.
Com efeito a minha intervenção nas coisas da net, quedava-se por um blogue que tinha criado e onde apenas colocava textos que reflectissem a minha vida de fé e prática cristã.
Mas achei que era tempo também, (porque precisava de “desabafar”, pelo menos para mim), de criar um espaço onde desse largas á minha crescente indignação pelos caminhos que o meu país percorria e percorre.
Se bem pensei, melhor o fiz, e criei esse espaço, sob este pseudónimo de Lusitano, onde me fosse libertando das irritações diárias que a política do país constantemente me provocavam e provocam.
A partir daí comecei também a comentar noutros espaços parecidos e um dos que mais me agradou pelo seu equilíbrio e pluralidade foi precisamente o Notas.
O Tiago na sua bondade achou que eu tinha “engenho e arte” para dar a minha colaboração e o Quintino veio confirmar esse convite, não sabendo eles que estavam errados desde o início, ou seja, que eu escrevia apenas para “desopilar” e que se o engenho era pouco, a arte estava escondida, envergonhada de não existir.
E chegou este dia em que não me despeço de ninguém, mas digo até já, para não dizer como um conhecido político da nossa praça que não deixou grandes saudades: «vou andar por aí».
Foi bom, muito bom, estar com gente tão diversa, com pensamentos tão diversos, com maneiras de estar tão diferentes, porque fiquei mais rico, porque aprendi muito mais do que sabia, porque afinal dá bem para perceber que mesmo na diferença nos entendemos, e que infelizmente parece que todos chegamos a uma mesma conclusão: Isto não vai nada bem!
Deixarei de quando em vez comentários em cada um dos espaços destas minhas companheiras e companheiros, não só de colaboração no Notas, mas também dos comentários e das leituras.
Regresso com mais afinco ao meu inicial blogue, (que nunca deixei), dando testemunho de que a minha alegria de viver vem, sem margem para dúvidas, da fé que professo no Deus de amor que se fez Homem como nós.
Já estou a ouvir-vos todas e todos parafraseando o Vasco Santana, quando diz ao António Silva de partida para as "Termas do Cartaxo": «Vai e quando lá chegares manda saudades, que é coisa que cá não deixas»
A todos sem excepção um abraço forte e amigo deste Lusitano que tem orgulho em o ser, mau grado o estado da Nação.

6 comentarios:

Ferreira-Pinto disse...

... eu escrevia apenas para “desopilar” e que se o engenho era pouco, a arte estava escondida, envergonhada de não existir ... dizes tu, meu caro amigo!

Pois fica sabendo que é isso mesmo que te dá o sal da escrita.
Farto de escreventes de eleição e de primeira água ando eu!
Um abraço ... e até já.

Fa menor disse...

«Vai e quando lá chegares manda saudades, que é coisa que cá não deixas»
lololololol

Meu amigo,
arte é o que não te falta, bem o sabes... e saudades deixas sim!

Mas encontrar-me-ei sempre com a tua escrita por aí... por outros caminhos...
Que nunca se perca a Fé em Deus, fonte de alegria, que nestes políticos que só nos trazem tristeza, anda muito arredia!

Abreijos

Fada do bosque disse...

Saudades e obrigada por tudo o que escreveu para nós. A partilha é importante! Voltaremos a encontrar-nos por aí! é portanto um até já...

Fernando Teixeira disse...

Por mim não faço questão de dizer, também, adeus, pois é agradável ler-vos. Por mim como tenho olhos, vou vendo, com mais dificuldade pelo pouco espaço de tempo que tenho tido mas, como tenho pernas, vou caminhando.
Quem me dera ver-te homem de Deus.

Carol disse...

Vemo-nos por aí, amigo!

lusitano disse...

Agradeço reconhecidamente as palavras que aqui me deixaram.

Como neste texto falo num outro blogue fruto da minha vivência cristã, quero dizer que se alguém estiver interessado em conhecer esse espaço basta contactar-me pelo mail do Lusitano que eu darei as indicações necessárias.

mais uma vez obrigado e até já com um abraço amigo.