Estou irritadíssima! Furibunda, passada! Muito custa ser criança neste país!
Agora é esta desgraçada desta Alexandra que não fala russo, não vivia com a mãe biológica que não tinha capacidades económicas e estabilidade emocional para ter a filha consigo, e foi entregue a uma família de acolhimento que fez o que se esperava, acolheu-a, e agora cá vai disto: marcha para a Rússia assim de jacto, habitua-te aí à tua mãe e toma de levar pancada que é por causa das coisas. E ainda há quem faça documentários e ande a gravar a desgraça!!
Pergunto só: em que escola de desumanidade é que os nossos juízes tiram os cursos?
Raios partam o raio da biologia e mais o parir dos filhos como se estes fossem propriedade inalienável!
Desculpem, passei-me!
Desta vez é Alexandra
Por: Blondewithaphd em Quinta-feira, Maio 28, 2009

9 comentarios:
Por mim stá desculpada,pois esta situação não é compreensivel, como é que uma situação transitória,pais acolhimento, demora 4 anos a resolver e logo da pior forma.
Um páis da treta.como Português peço uma vez mais desculpa a Alexandra.
Não sei se a culpa é exclusivamente da mãe, com todos os defeitos que possa ter, porque a nossa justiça, neste caso meteu a pata na poça, e a pressa com que resolveu o caso não foi a bem da criança, isto até um cego vê.
Cumps
Minha querida, tenho de dizer-te que a forma como as autoridades de todo o mundo tratam as crianças é de pasmar. Aqui se vê que quem decide não são de todo as mulheres. Se assim fosse, talvez se pensasse melhor (ou talvez não!)
Neste caso o juiz, a segurança social, as organizações de apoio à criança que tinham o caso debaixo de olho e todas as autoridades que podiam ter analisado bem o caso, não o fizeram pura e simplesmente, ou assim parece.
Mas espera, será que não nos estamos a esquecer de outro pormenor? É que neste caso também as autoridades russas se estão a portar muito mal e com uma infantilidade tremenda! Então uma criança que pede em frente às câmaras para ir ver a irmã adoptiva é tratada à pancada pela "mãe" e quando os pais agora denominados "afectivos" querem ir ao país para rever a menina, demonstrando real afecto, impedem-nos? Porquê? Quando uma comunidade cada vez maior de russos, tanto em Portugal como na própria russa estão a manifestar-se contra a mãe biológica e a favor dos pais portugueses? Por razões políticas?
Então os interesses das crianças não serão mais importantes que os interesses políticos que nem sequer estão manifestamente em causa aqui?
Pois é, não podemos crucificar só as autoridades portuguesas, quando os outros mostram tão pouca vontade perante a visível má índole de uma mãe que usou a filha para se manter ilegal neste país, não é?
Não quero falar sobre o caso em concreto, mas crianças não adoptáveis ficarem tanto tempo em famílias de acolhimento, criam falsas expectativas, e mais tarde problemas. Podemos discutir se a criança era ou não adoptável, mas essa decisão não surgiu agora, foi tomada há muito, e foi negativa, a partir daí a família de acolhimento teria de ser uma situação transitória. Mas qual família afectiva? Isso não existe, seria mais uma vez legislar sobre um caso em concreto, se alguém falhou aqui não foram os Juízes, mas estas instituições de protecção à criança, técnicos e pedopsiquiatras, que pactuam com casos concretos, na esperança de mais tarde contornar a Lei. Espero que aprendam, e acho muito bem que os Juízes não cedam à lágrima das Fátima Lopes, Gouchas, Julias e afins. Actuem conforme a Lei, que estes casos já não acontecem, sem que obviamente saiba se a Alexandra deveria estar ou não com a mãe, mas com uma família de acolhimento sei que não deveria estar, se era adoptável seria com uma família que se tivesse candidatado à adopção. Mania de aldrabar a Lei.
A análise destes casos gera sempre maniqueísmos dificilmente compreensíveis. Tal como com a Esmeralda, mais uma vez temos aqui uma aparente luta entre o Bem e o Mal.
Está mal, digo eu.
Está mal que andem por aí a opinar por dá cá aquela palha, mas a isso já devíamos estar habituados pois o "tuga" paplpita sobre tudo e sobre nada!
Está mal que o sistema judicial demore uma eternidade a decidir sobre casos que exigem celeridade.
Está mal que o legislador alertado pelo ruído que estes casos produzem e sabendo certamente dos outros casos que passam ao lado da Comunicação Social devia arranjar soluções que permitissem ponderar acima de tudo o interesse da criança.
Justiça nunca foi sinónimo de bom senso Blonde.
Beijo :)
E o Supremo Direito da Criança?! Como disse um amigo meu, se fosse Salomão e pelo egoísmo dos intervenientes, tê-la-ia dividido ao meio! Pelo que eu retorqui: - Não, o Rei, com o bom-senso que tinha, teria perguntado à menina, pois esta menina já sabe falar... e concerteza que o Rei lhe teria feito a vontade.
Mas a Justiça em Portugal não existe!
Porque foi o tribunal de Guimarães, contrariar, o que o de Barcelos já tinha sentenciado?!
Haverá competição?
Mais do que ler a lei, o Juiz deveria ler as pessoas e os sentimentos.
Nestas coisas de Justiça ou falta dela, o Ferreira-Pinto, por deformação profissional, desculpe-me o opinar, dá-lhes muito benefício da dúvida...
Mas que se trata de um país com falta dela, trata, não tenho visto nem ouvido a Sra Justiça por este país - acho que também emigrou...
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