Na passada quinta-feira, o Conselho de Ministros aprovou uma medida que determina a comparticipação a 100% de todos os medicamentos genéricos para os pensionistas que recebam pensões inferiores ao salário mínimo nacional.
Como é óbvio, houve quem aludisse aos objectivos meramente eleitoralistas que estão por detrás desta medida, dizendo que já devia ter sido tomada e que é, ainda assim, insuficiente.
Sócrates, por seu turno, disse que a medida foi adoptada por «uma razão de justiça».
A mim, sinceramente, é-me indiferente. Acho que a medida se justifica plenamente e só lamento que ela não tenha outro alcance porque, infelizmente, ainda há médicos que não autorizam a sua compra. Esse, sim, é um aspecto que merecia uma atitude diferente dos doentes que, muitas vezes, não «batem o pé», mas também das autoridades deste país.

5 comentarios:
Ainda na passada sexta-feira, Medina Carreira, um crítico assertivo, instado por Manuela Moura Guedes (que persiste em confirmar que só consegue, de facto, ver para um dos lados) a dar opinião sobre os apoios sociais (certamente à espera de mais uma desanca), saiu-se com um palidar: "eu com esses apoios até concordo porque é preciso comprar alguma paz social!".
Quanto aos meandros profundos e esconssos dos genéricos e dos "de marca" muito haveria para contar atendendo às corporações em presença ... a Ordem dos Médicos, os médicos e os seus conflitos de interesses entre o privado e o público conciliados na sua carteira, as farmácias e a sacrossanta Associação Nacional de Farmácias, as farmacêuticas e um Ministério, o da Saúde, que é outro poço sem fundo!
O alcance da medida é muito reduzido, poucas patologias graves ou crónicas dispõem de genéricos. Não tenho uma posição fechada sobre o assunto, mas parece-me uma medida aceitável, à primeira vista.
Uma medida que deve ir muito mais longe,quer nas patologias,quer nos benefeciários.A crise ainda não bateu no fundo.
boa semana
Levou algum tempo a "convencer" o meu médico cardiologista a receitar genéricos, mas valeu a pena. Não noto qualquer diferença entre medicamento de marca e o seu genérico...
Compadre Alentejano
Nada a opor, mas porque é que não se acaba com as pensões e salários de miséria? Há limites abaixo dos quais a dignidade humana não é respeitada, portanto comecem a actuar aí.
Cumps
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