África, pobreza e ... racismo!

Como no último fim-de-semana estive de molho (como se costuma dizer), dei particular uso ao comando da televisão. E a dada altura, aterrei numa daquelas reportagens feitas de rigor, sobriedade e objectividade a que a BBC World (pronto, já sabem que sou adepto) nos habituou.
Era uma peça jornalística que partia de uma ficção chamada Somália.

A Somália é hoje um caldeirão onde a um exército fantasma, se juntam senhores da guerra, piratas, radicais islâmicos e uns quadriláteros mais ou menos fortificados onde tropas da União Africana se acantonam e donde raramente arriscam sair.
No dito país do faz de conta, cada um desenrasca-se conforme sabe e pode.
E vai pedindo a Alá que nenhuma bala tresmalhada lhe acerte!

Na Somália também existem crianças e sobre essas poucos falam.
Nem o Bono, nem o Geldof.
Nem eu, quando aqui escrevi sobre pobreza infantil na Europa.
Mas devia ter falado?

Se calhar podia e devia. Mas não me lembrei, nem me apeteceu.
Só me apeteceu falar das crianças pobres da Europa.
Porque ainda hoje se sabe que só em Portugal temos cerca de 1.800.000 indivíduos pobres!

Mas, como isto também é espaço para ideias tontas, porque não podemos pedir responsabilidades às centenas de ONG’s que pululam por aí e que delapidam muitas vezes o que lhes é dado em coisa nenhuma em vez de ajudarem mesmo quem precisa? Por exemplo, lá em África?

Ou porque não podemos pedir responsabilidades aos José Eduardos dos Santos de África que fomentam ou permitem a cleptomania, o nepotismo e o negócio de ocasião?
Aliás, quem estiver atento e obviamente puder, que veja quantos clientes africanos têm o restaurante “Fouquet”, a loja da Louis Vuitton ou o hotel George V em Paris?

E porque não podemos exigir que os povos africanos se ergam e rebelem contra este estado de coisas em vez de muitos se lamuriarem com a história do colonialismo?
Aliás, hoje, colonizados estamos todos.
Pelos chineses, pelas máfias, pelas multinacionais e pelos índices da Bolsa.
A tudo isto convenientemente muitos fecham os olhos e mandam-nos falar baixo, sob pena de sermos acusados de racismo!
Aliás, e por vezes, mesmo quando ajudamos, somos acusados de racismo!
Ou não é assim?

22 comentarios:

lusitano disse...

Caro Ferreira-Pinto, como sabes o tema de África é particularmente sensível para mim.

Concordo com aquilo que escreves, mas para além de muitos se calarem por causa dessas tais acusações de racismo, (que às vezes parece terem um só sentido, provavelmente por pessoas europeias que nunca viveram em África), tem também os interesses económicos que estão por detrás de tantas atitudes.

Os déspotas são “democratas” se tiverem riqueza suficiente para o serem e são apenas ditadores e portanto “abatíveis”, se forem pobres e nada poderem oferecer ou chantagear.

Veja-se, por exemplo, o José Eduardo dos Santos arvorado em democrata honesto!
Ou mesmo fora de África um Hugo Chavez, que se não tivesse petróleo, seria um ditador louco perigoso que já tinha ido “com as malas”.

Mas a verdade é que quem sofre é o povo de África, que mantido inculto de propósito na sua grande maioria, não tem forças anímicas, estruturais, de desenvolvimento, capazes de lutar, mesmo em eleições a maior parte fraudulentas, contra este estado de coisas.

Veja-se o caso do Zimbabué em que um homem que destruiu um país continua a “ganhar” eleições.

E nós por cá na Europa assobiamos para o ar como se não fosse nada connosco!

Então, já lhes demos a independência, o que é que eles querem mais? Que se “amanhem”! Como se não tivéssemos culpas no cartório!

Fico-me por aqui, porque o sangue já me ferve!

Carol disse...

Os Josés Eduardos, como muito bem dizes, estão lá para proteger o que é deles e não o que deveria ser do povo.

Os líderes africanos que fecham as portas e as torneiras aos grandes senhores europeus e americanos de mundo são os ditadores; os que estão lá para enriquecer e permitir a exploração do país e do povo pelas grandes potências são os democratas.

Não estou a defender Mugabe e outros que tais. Mas a verdade é esta: o conceito de democracia é um cata-vento que gira conforme os ventos dos interesses económicos das grandes potências.

O verdadeiro trabalho em África seria o de educar o povo; ensinar-lhes a aproveitar os recursos naturais que possuem; ajudá-los a desenvolver sustentadamente as suas economias.

Alguém acredita que os investimentos que estão a ser feitos em países como Angola e Moçambique, são para o desenvolvimento e enriquecimento do povo?! Não! Eles visam, apenas, o lucro fácil e rápido. De quem? Dos governantes e dos grandes empresários!

António de Almeida disse...

-Como comentar um post que aborda tantos assuntos, e que poderia ele próprio dar origem a vários outros? Começando por Portugal, convém não entrarmos em comparações com o incomparável, por cá temos 18% da população abaixo do limiar da pobreza, o que não significa bem o mesmo que abaixo do limiar da sobrevivência. Algumas dessas pessoas até têm problemas com crédito imagine-se, houve quem lho concedesse, aliás aqui há uns tempos quiseram fazer do acesso ao crédito um direito, como se não fosse necessário pagar as dívidas. Mudemos de continente, Dos Santos por muitos defeitos nada tem que ver com a Somália, um país onde o estado falhou, não existe, é cada um por si, bandos, tribos, um verdadeiro regresso aos tempos da pré-história. Dos Santos é sim um dos muitos exemplares governam África desde a independência, que enriqueceram, tal como a entourage à sua volta, enquanto a população fica na miséria, de Idi Amin a Mugabe, a lista é longa, são umas dezenas, com excepção da África do Sul, mesmo assim com algumas particularidades, não conheço um único, nem o Quénia, país africano que possa ser apontado como exemplo de democracia e desenvolvimento. Uns com governos de ideologia marxista, outros com um pensamento e apoio de potências ocidentais, uns com maior riqueza, outros menos, uns maiores outros mais pequenos, e nem um serve de exemplo, será coincidência?

Peter disse...

Pobre África onde nasceram dois filhos meus que poderiam ter nascido em Portugal, onde a mãe se encontrava. Mas eu estava convencido que Angola iria tornar-se um segundo Brasil e que eles, como angolanos, iriam ter imensas possibilidades.

Sabemos as possibildades que Angola teve, as possibilidades que José Eduardo dos Santos lhe deu, o abandono a que foi votada por Portugal.

Fico por aqui, dá-me desgosto falar no assunto, como os outros, não os que a querem explorar, ou os que vão para lá em busca de emprego que aqui não têm, vou continuar a assobiar para o ar.

Ferreira-Pinto disse...

ANTÓNIO DE ALMEIDA, meu caro, esse é mesmo o objectivo.

Fazer com que a partir dum escrito onde, aqui e ali, misturo coisas e lanço mão de um ou outro argumento rasteiro, os meus caros digam de vossa justiça.
E que a partir do que dizem e escrevem, se tenha de ripostar, replicar.

Quanto aos 18% da população abaixo do limiar da pobreza é óbvio que não estão abaixo do limiar da sobrevivência.
E algumas até estão como diz a braços com um crédito esganador.

Convém é que não se deixe que esses resvalem para o tal patamar abaixo do limiar da sobrevivência. Porque aí, o problema rebenta-nos dentro de portas e nas mãos.

Depois, sempre me perguntei porque aparetemente nos comovemos muito com as crianças africanas e pouco com as nossas?
E também porque é que muitos ficam de consciência tranquila dando não sei quanto a uma qualquer campanha ou ONG nem que depois aquilo se perca nos meandros da burocracia ou encalhe nos portos em África?

Dos Santos não se compara à Somália?
Claro que não, embora Dos Santos se pareça, mais a sua família, muito com o conceito majestático e absolutista de "o estado sou eu"!

Aliás, permita.e a franqueza ... Dos Sanros é um traste e não sei porque não se pode dizer isso. Mugabe é, Amin foi, Mobutu seria, Bokassa também e Dos Santos não é porquê?
Para mim, é.

Tal como desconfio que o seja o Zoma que se prepara para suceder a Thabo Mbeki na África do Sul e onde seria bom que Portugal não se esquecesse que tem uma enorme comunidade.

Ferreira-Pinto disse...

LUSITANO meu caro amigo, como deves compreender eu obviamente carreguei nalgumas teclas.

Se nós aqui de barriga cheia ficamos em casa e não saímos à rua para berrar, o que farão os que em África nem a barriga conseguem enganar com um bocado de pão. Aí eu concedo.

E não basta, de facto, a independência.

Mas eu replico ... já reparou que muitas vezes os africanos residentes em Portugal recorrem sempre ao sacrossanto argumento do "isso é racismo" quando se pretende que cumpram com alguma coisa?

João Castanhinha disse...

Não concordo com o seu ultimo parágrafo Ferreira-Pinto, o meu dia a dia é em obras, lido diáriamente com Senegaleses (o meu grande amigo Seck, integridade e trabalho como nunca vi em Portugueses) Angolanos (esforçados e presistentes) Marfinenses (Mustafá, o grande encarregado de frente) Cabo Verdianos bem dispostos...para dizer que em contextos estáveis as competências e dignidade são visiveis, nunca ouvi de tantos homens com quem lidei algo semelhante ao que afirmou, se calhar tive sorte mas esse "isso é racismo" parece-me mais vindo de uma 2ª geração nascida em Portugal, aasimilarista do nosso queixume.

De resto, completamente de acordo.

Ferreira-Pinto disse...

JOÃO CASTANHINHA quase 100% de acordo consigo.

Eu, por acaso, há dias ouvi um cabo-verdiano dizer isso à minha mulher que tinha sido chamada pelo senhorio do apartamento onde aquele jovem, juntamente com outros, se encontra alojado enquanto estudam na Escola Profissional de que a minha cara metade é cooperadora e directora.

A desarrumação ia muito para além do normal num jovem adolescente (este, por acaso, tem 20 anos), e nem uma lâmpada os tipos mudavam (e andam num curso de Electricidade).

Durante o diálogo, e quando chamados a atenção sobre esses aspectos, o tipo começou por resmungar que o apartamento não prestava (no centro da cidade, à beira do hospital, e com 5 anos) ... depois que não tinha nada que mudar lâmpadas ...

Ás duas por três saiu-se com a do "se não fossem racistas, vocês tratavam-nos melhor!".

E olhe que também há malta de primeira geração que afina pelo mesmo diapasão.
E em África o discurso de muitos é assim; especialmente da classe dominante e da burguesia urbana. Digo eu que lá vivi e sei.

No mais, é voltar sempre.
Nem que seja para discordar.
Digo isto porque há dias comentou aqui que "qualquer dia, não sei quê por estar sempre a discordar" ...
Isto aqui é assim.
Cada um escreve o que pensa, cada um diz o que quer.

lusitano disse...

Meu caro amigo Ferreira-Pinto

O que eu quis dizer sobre o "racismo" e se calhar não me consegui explicar bem, é que as atitudes racistas a existirem são de parte a parte, ou seja, é muito fácil acusarem-se aqui os "brancos" de racistas, quando em África e em muitos paises, se não todos, o fenómeno se passa exactamente ao contrário.

E se calhar até em alguns determinados bairros das "nossas" cidades.

E claro que esse argumento serve sempre muito bem para não se fazer o que é devido!

Abraço.

O Guardião disse...

Eu tenho andado a pensar seriamente se não estaremos a viver uma nova colectivização, onde os Estados se arrogam o direito de fazerem o que querem com o dinheiro dos contribuintes, sem lhes dar nenhum cavaco. O povo que se desenrasque como puder, desde que não belisque quem manda, e se possível que se virem uns contra os outros o que dá sempre jeito a quem (des) manda.
O mundo voltou a ser uma selva onde os mais fortes ditam a lei, pelo menos enquanto o povo continuar a pensar que com o mal dos outros podem eles bem.
Cumps

João Castanhinha disse...

lol, caro Ferreira, OBVIAMENTE que a mim não me calam, afirmei isso em jeito de brincadeira, aqui no meio do betão, entulhos e tijolos (lindo isto da construção em Portugal, para um camião de tijolo que entra saem 2 de entulho?!?!) existe sempre um tempinho para ler os post, se não comento por vezes é por não achar relevante a minha opinião, nem para mim nem para os outros.
Quanto ao resto, cada um fala de sua experiência, e jovens estudantes daqui ou de África, só Deus sabe o que são capazes entre portas, não me parece que seja norma.
Abraço

MaF_Ram disse...

Não se pode fechar os olhos!
Porque existem realidades que só compreendemos se nos aproximarmos, se tivermos a capacidade de ver pela perspectiva do outro, de sair dos nossos poderes para as limitações em que o outro está.

Não basta ajudar para ficar de bem com a consciência ou para ir tapando algum buraco.

É preciso um esforço bem mais difícil de voltar a restituir a auto-estima a quem a perdeu, para que a recuperação se faça de dentro para fora.
Porque só a partir de dentro é que pode existir verdadeira mudança e recuperação.
Se a ajuda que se der não for nesse sentido, tudo o que se fizer é em vão!

Compadre Alentejano disse...

Em 1974, no Alentejo, respondi aos comunistas que me acusavam de anticomunista, que era tão anticomunista como eles eram antisocialistas. Hoje, posso dizer que sou tão racista com os negros, ciganos, amarelos, como eles são racistas em relação à raça branca.
Mas, se eu puder estar num determinado sítio sem gente dessa, sinto-me mais seguro...

DANTE disse...

Ouvi ontem na rádio , que menos de um por cento do capital investido pelos estados unidos , japão e alguns países da europa , para 'reviver' as bolsas em queda , era suficiente para matar a fome em toda a áfrica.
Isto deixa bem claro que não é uma questão de racismo , mas sim de prioridades , e de falta de solidariedade para com quem precisa.

Um abraço ferreira

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Estive na Somália em plena crise. Regressei de lá destroçado e não fui capaz de dar resposta positiva a um novo convite que me fizeram paar lá ir. Não vi a reportagem da BBC ( tenho pena de a ter perdido), mas posso-lhe dizer que ainda bem, pois dois anos depois, ainda sinto um nó na garganta, quando me lembro de tudo a que assisti. A verdade, meu caro, é que ninguém parece estar interessado em resolver os problemas de África.

joshua disse...

Mas tudo isto inscreve-se na grande trama de imoralidade que perpassa um mundo assente em profundos e chocantes desequilíbrios.

As crianças, as crianças... O pragmatismo das máfias e das cleptocracias já traçaram o seu destino.

o que me vier à real gana disse...

É sim, infelizmente, Ferreira Pinto!
Fez bem em já ter apontado a feridas k afecta muitas crianças na Europa; faz bem em estar agora a fazê-lo em relação a África; fará bem se o fizer em relação à Ásia, à América e à Oceânea!
Fez igualmente bem ao apontar um dos principais motores de entrave ao desenvolvimento em África (k tb se pode avistar sem dificuldade em qualquer um dos outros continentes, mas k assume lá maior acuidade): o nepotismo!

Abraço
Se puder, comente o novo post do "real gana".

Tiago R Cardoso disse...

no mínimo de racismo...

Continua este "mundo desenvolvido" a olhar com ara paternal para os outros, dando-lhes conselhos e esmolas, mantendo-o sempre debaixo de olho, depois admiram-se quando eles se voltam contra nós.

Joaninha disse...

Ferreira,

Por causa da minha nova aventura vi-me obrigada a ler um autor que não conhecia.
Pediram-me um pequeno trabalho sobre um livro de um autor Luso.
Como tinha pouco tempo e porque tenho sempre uma obra de Jorge Amado á mão, para ler por ler, ler porque é bom preparava-me para escrever sobre um conto que adoro " Teresa baptista cansada de guerra". Mas depois, por força do destino ( o professor é fã) Acabei por pegar no livro de Mia Couto " Terra Sonâmbula" foi uma surpresa.

Isto para te dizer, se há coisa que ele descreve, de forma vivida neste livro, e a realidade dos povos africanos durante a guerra. É obvio que ele fala de Moçambique, mas parece-me que lá no fundo ele realmente falava por todos os povos de África.

Não te vou chatear com a as minhas opiniões sobre ele e sobre o livro.
O Jorge Amado continua na minha mesinha de cabeceira, ninguém o destrona. Eu e o Mia Couto ainda nos estamos a conhecer ;)

beijos

joshua disse...

Tenho a certeza, Joaninha, que vais ter um deslumbramento sólido por Mia Couto, tal como eu tive o meu.

A sua escrita neologiza, para além das terras abensonhadas, matéria humana áfrica-viva, fazendo em cada página sua da nossa Língua Portuguesa um permanente manifesto livre e liberto, desafiador e exorcizador de todos esses Burocratas Filhos da TLEBS-Puta, pagos a peso de ouro para tentarem, ignorantolas do cerne de tudo e desprezivos da fome de ler EM PORTUGUÊS que varre todo o mundo, para tentarem eclipsar este brilho absoluto num escritor, noutro escritor, e noutro ainda. É em vão. Mas, no processo, queimam-nos os nervos impacientes com pedantarias bloqueadoras e chinesices sem qualquer prioridade no nosso momento tão deficitário de domínio da Língua e de Saber na Língua.

Desejo-te, Joanina, todos os orgasmos do fascínio com os Textos de Mia Couto. Tive os meus com cada um deles, vários e sucessivos em cada um deles. Como o poderia esquecer em sorriso e prazer e pasmo ao fim de um só parágrafo?!

Como poderia esquecer aquele humilde surgir e ressurgir de personagens saídas do ventre tão puro de Moçambique, uma terra onde se pode ser feliz só por existir na Língua Portuguesa, declamada, cantada, autoctenizada?!

Beijos
[Adoro intrometer-me!]

Joaninha disse...

Joshua,

Falas bem, intrometes-te muito bem. Até agora o meu namoro com Mia Couto tem corrido lindamente. Do muito que me fascinou na escrita dele, fica o doce ritmo africano, cantante e cantado de uma forma que roça ali o sublime.
Eu adoro quem rasga os espartilhos rigidos que são impostos, a arte é isso mesmo! É uma das razões pelas quais te acho genial (sei que há quem não concorde, mas eu também nunca fui carneiro...)
Aquilo que mais me fascinou descreveste tu muito bem.

Dito isto...Sim Eu e o Mia Couto já....;) hehhe

beijos e intromete-te sempre que te der na real gana.

Adoa disse...

Olha... É tudo tao tramado que às vezes nem sei se vale a pena falar e comentar...

Sempre achewi uma piada a esses jantares de beneficencia em que se paga muito caro mas eles estao lá a passar fome...

Faz-se programas de televisao e concertos em que se gasta milhoes na organizacao e em convites para os artistas... Pergunto-me o que sobrará...

Os EUA ameacam paízes "pequenos" com as suas políticas mas calam-se em relacao à China, à Rússia, ...

Piam fininho...

É como se diz, só se respeita os igais ou os mais poderosos...