Pobreza aumenta em Portugal

Tiago R Cardoso - 04.05.2008

Estamos cada vez mais pobres, Portugal avança a passos largos para a miséria.

Os dados são evidentes, os gerentes em Portugal ganham pouco, muito pouco, ganham tanto como um simples operário, vêem-se muitos gerentes debaixo das pontes a pedir esmola.

Segundo dados apurados pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho, em 2006, seis mil gerentes de empresas disseram ganhar apenas o salário mínimo nacional, segundo noticia hoje o “Jornal de Notícias”.

Estão a ver bem o problema ?

Proponho avançar com um peditório para se comprar sopa para estes “pobres” homens.

14 comentarios:

António de Almeida disse...

-Muitos desses gerentes também são os donos das empresas. Muitas dessas empresas lutam diariamente para sobreviver. Sabendo-se que em caso de falência o gerente jamais terá direito a subsídio de desemprego, baixas médicas é algo que nunca poderá usufruir, pois mesmo doente, a partir de casa por telefone ou internet será ele a dirigir a empresa, basta que tenha um seguro de saúde, e pergunto, declarar mais para quê? Para o estado cobrar mais imposto? Não chega? Para os amanhãs que cantam enquanto não sabe se conseguirá sobreviver com o seu pequeno negócio? A quase totalidade dos pequenos empresários declaram pouco porque a segurança social arrecada cerca de 30% sem nada oferecer em troca, muitos optam até por ter gestões não remuneradas, que é uma possibilidade legal, depois compram automóvel, casa, colocam todos os gastos em nome da empresa. Mas não deixa de ser um risco, em caso de falência vai-se tudo!!!

quintarantino disse...

Tiago, eu não me solidarizo com nenhum ... por isso, não contes comigo para esse peditório ... sabes porquê? Porque ao contrário do nosso António de Almeida que não conhece nenhum que esteja de baixa médica, eu, se ele quiser, apresento-lhe alguns aqui meus conhecidos!

Eu começo mesmo a interrogar-me se algumas pessoas conhecem mesmo bem o País!

Com que então, sem remuneração mas depois compram carro (certamente um C3), casa (um vulgar T3) e férias, por exemplo, na Póvoa de Varzim tudo a correr pela empresa?

E isto não são formas de remuneração?
O direito do trabalho deve ter mesmo mudado muito desde a última vez que lá andei ...

Mais, fica-me cá uma pergunta ... o nosso querido António de Almeida dói-se todos os dias pela luta desesperada dos empresários para sobreviver e eu até acredito na sua sinceridade, só que não entendo porque raio os gajos se passeiam em belos maquinões, muitos agora pagam tudo em notas e, no fim, se não pagam o raio do IRC que deviam, isso é o quê?

Ops, desculpem, enganei-me ... isso devo ser eu que pago o carro às prestações, não posso fintar o Fisco no IRS e pago o que devo direitinho que tenho a culpa!

Deve ser ...

antonio disse...

O menino está a ser irónico, não está?

NuNo_R disse...

Obrigado, mas NÃO dou para esse peditório!
Nem outros do mesmo género.


abr...prof...

Compadre Alentejano disse...

O nosso conhecido Bibi, o do Benfica, dono de uma fortuna pessoal de mais de 300 milhões de euros, gabava-se de pagar os impostos como se recebesse o ordenado mínimo... E já agora, o mesmo de gabava o antigo presidente do Benfica, Manuel Damásio...Presidente da Lusófona...
Um abraço
Compadre Alentejano

JOY disse...

Há casos e casos ,sei que há gerentes de pequenos negócios familiares que na realidade mal dá para se aguentarem,outros há em que as coisas não são bem assim aproveitando este estratagema para fugir aos impostos.
Compete a administração Fiscal investigar essas situações.

Joy

Paulo Sempre disse...

Tal como o terrorismo, a pobreza é um problema planetário. A ânsia pelo poder e pela riqueza - motivada por uma certa minoria sem escrúpulos - deixam a maioria fragilizada e, em consequência, dependente das esmolas daqueles que os trituram, escravizam e lhes "roubam" a dignidade humana.

O que fazer?

Abraço, amigo.

Paulo
Portugal

António de Almeida disse...

-Quint, o problema resolve-se com outra política fiscal. Em qualquer caso, digo eu, porque sei que sabe fazer contas, um proprietário dum pequeno negócio, o café do bairro por exemplo, cujos encargos são muitos, o risco também, já não falo do ordenado mínimo, todos sabemos que existe economia paralela, quanto lhe custa declarar um vencimento de 500 Euros por mês, e quanto lhe custaria declarar 1500, que não me custa nada acreditar que ganha duma forma ou de outra. O problema é que esse dono do café não tem sequer direito a subsídio de desemprego, em caso de doença grave o negócio vai ao ar, ou é trespassado a metade do valor, mas na hora da tributação fiscal paga quase tanto como um trabalhador por conta de outrém, que goza de amplas protecções sociais. No entanto o país está sempre a pedir que se corram riscos, pois apenas com investimento se pode criar riqueza. E aliviar a tributação, já é mais dificil? Mais, a legislação aperta mais com o dono do café ou da papelaria do bairro, do que propriamente com o médico, advogado ou arquitecto, tem dúvidas? Será justo?

Carol disse...

Há casos e casos...
Vejamos, eu declaro tudo o que ganho como profissional liberal e sabe Deus com me aguento com as despesas todas. Já o patrão da minha mãe declara um ordenado de 1000€ mas, nos dias de época baixa, faz aos 2000€ por dia. Nos de época alta, nem te digo nem te conto... Pena dele? Não tenho, até porque nunca paga o aumento dos ordenados, assim como também não paga horas extraordinárias ou feriados...

TCHI de Tchivinguiro disse...

É... infelizmente, assim.

lusitano disse...

O problema é muitas vezes as "nomenclaturas" que se dão às coisas, ou seja, com certeza muitos destes gerentes, são-nos por conta própria em micro empresas com muitas dificuldades embora estejam "misturados" nesta "nomenclatura de gerentes" com outros que realmente auferem muito mais do que declaram.
É ver por exemplo quantos "industriais" existem em Portugal, o que leva a pensar logo em industrial/rico o que em muitos casos não é verdade.
Verdade é sim que cada vez mais os quadros acabados de licenciar são na maior parte das vezes mal pagos, (por força da falta de trabalho), e explorados nas horas em que trabalham.
Também me parece que o fosso entre a pobreza e a riqueza se vai cada vez mais alargando em vez de estreitar.
Basta ver os enormes lucros que certas empresas, (bancos, etc), obtêm em épocas de crise como esta que vivemos...

quintarantino disse...

ANTÓNIO DE ALMEIDA eu aí estou de acordo consigo, mas bem sabe que me refiro ao que vulgarmente se chama "patrão"; eu, se quiser, conheço um que construiu uma casa avaliada em cerca de 600.000 mil contos (para se entender bem do que estamos a falar), tem uma frota automóvel em que um Mercedes Classe B não serviu á mulher porque era pequeno, tem casa no Rio Douro, tem casa no Algarve, tem um iate de 22 metros que lhe custou em segunda mão 150 mil contos, mas afirma que tem um volume de facturação anual de 3 milhões de euros (600.000 mil contos) numa empresa em que tem outro sócio que se move pelo mesmo padrão!
O António acredita?
Ou há alguma coisa nas contas que não está bem?
Eu falo destes, meu caro, e olhe que os há ao pontapé onde moro!

António de Almeida disse...

-Pois claro que acredito Quint, mas o problema como bem aponta o Lusitano é de nomenclatura, um proprietário do café do bairro é gerente, o da empresa de distruição também o é. O fabricante de qualquer produto é industrial, sejam meia dúzia de sabonetes ou automóveis. Depois mete-se tudo no mesmo saco e fala-se na generalidade de industriais e gerentes...

Fa menor disse...

Tu brincas, brincas...
mas olha que o caso é sério!