A cerejeira

Dalaila - 06.05.08


Imagem: Libelle

Hei-de um dia plantar uma cerejeira,
daí todos os frutos serão dois,
unidos,
vermelhos, amadurecidos,
presos apenas,
pela arte de terem
nascido juntos,
aí sim,
poderei deitar-me
dormir, enroscar-me
na terra onde nasci...

6 comentarios:

António de Almeida disse...

-Gostei!

Sei que existes disse...

Adoro cerejas!
E do poema também!
Beijocas

Carol disse...

Umas cerejinhas já marchavam...

Gostei da profundidade daquilo que escreveste.

quintarantino disse...

Apreciável e deveras profundo!
Um poema digno de ser lido e relido.
A propósito, as cerejas são lindas.

Tiago R Cardoso disse...

excelente momento e de grande beleza, muito bem.

Falcão disse...

Na poesia que se aplaude, normalmente quem recita torna-se o centro das atenções.

Esta tocou a minha alma e fê-la pairar acima de tudo...