Campeonato do Mundo de Berlinde.

Tiago R Cardoso - 05.05.2008

Parece que os “altos pensadores” do futebol voltaram à carga.

Primeiro Madaíl avançou com a ideia da candidatura conjunta, Portugal/Espanha, de um Mundial de Futebol, ideia prontamente cortada por vários sectores e por diferentes correntes politicas.

Agora o “iluminado” Laurentino Dias, avançou que "a FPF tem a bola nos pés, tem de jogar essa bola em parceria com os seus congéneres espanhóis, e depois quando esse jogo estiver pronto o governo espanhol e o governo português podem ajudar para que haja bom entendimento".

Contudo, o secretário de Estado da Juventude e do Desporto voltou a afastar o quadro de uma candidatura individual de Portugal, lembrando que já disse que o país "não está neste momento em condições para aventuras de candidaturas que envolvam esforço financeiro".

Na realidade, Portugal, não está em condições para aventuras de um novo aeroporto, de uma nova ponte sobre o Tejo, quanto mais de um campeonato do Mundo de Futebol.

Espantosa a capacidade que alguns têm de contradizer o próprio governo e de se lançarem em altas cavalgadas, quando na realidade estão montados num pequeno pónei.

E olhe Sr. Laurentino Dias, que a corrida a que se propõe é para grandes cavaleiros e cavalos fortes, não para um que ao mínimo obstáculo cai e dificilmente recupera.

Se for o Campeonato do Mundo de Berlinde, ainda de aceita...

5 comentarios:

lusitano disse...

À partida também não estou de acordo, mas também acho que é uma questão de fazer contas, mas contas sérias.
Digo isto porque há uma quantidade de estádios feitos para o Euro 2004 que estão práticamente inactivos e se as tais contas sérias revelassem que as receitas poderiam ser maiores que os gastos, (visto que estádios já temos), talvez fosse be néfico para o país.
O problema é que conhecendo a nossa prática nestas coisas logo viriam aqueles que quereriam fazer o TGV, o aeroporto, mais 5 pontes e 10 autoestradas e por aí fora gastando tudo o que viesse e mais o que não temos.

quintarantino disse...

Estou com o Lusitano, embora haja um aspecto que importaria considerar: numa organização a meias quantos jogos os espanhóis deixariam cair para o lado de cá?

Nisto tudo, e se andam para aí a falar em TGV e novo aeroporto, aliado ao que já temos, e ao facto de termos dez estádios novinhos em folha, já alguém se interrogou oy fez contas se os custos e os retornos que poderiam advir de uma organização individual compensariam?

Bem sei que pode ser uma opinião contra corrente, mas depois de termos feito 10 estádios!

António de Almeida disse...

-Como já defendi noutra ocasião, organizar com a Espanha seria um erro, poderiamos sim avançar nós próprios, com apoio das juntas da Galiza, Extremadura e Andaluzia, desde que, e apenas, tal fosse possível sem recurso a dinheiros públicos. Todos os estudos podem ser feitos, mas o país não tem dinheiro para mais eventos, e pagar a meias com Espanha para reembolsar um quinhão, também não!

antonio disse...

Matraquilhos meu caro! Aí poderemos ter potêncial!

Dalaila disse...

nem de berlindes, já imaginaste quantos mini estádios iriamos ter, como sempre um em cada esquina, para depois ficarem vazios.