A cair no abismo

Tiago R Cardoso - 01.05.2008

Primeiro a Historia :

Em 1889, um congresso socialista em Paris decidiu consagrar uma data em homenagem à histórica greve geral de 1º de Maio de 1886, em Chicago. Nesse dia - que passou a ficar conhecido como o Dia Mundial do Trabalhador - milhares de operários saíram às ruas do então principal centro industrial dos EUA para protestar contra as condições de trabalho, exigir melhores salários e a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias.

Depois uma vergonha mundial:

Cento e dezanove anos depois da criação do Dia Mundial do Trabalhador, o contingente de desempregados em todo o mundo não pára de crescer. Segundo a Organização Mundial do Trabalho (OIT), mais de 195 milhões de pessoas em todo o mundo encontram-se desempregadas.

Mais ainda :

Segundo estimativas da OIT, cerca de 487 milhões de trabalhadores, ou seja, 16,4% do total de empregados, não ganham o suficiente para ultrapassar o limiar de pobreza.
(Jornal Expresso)

Impressionante onde estamos e para onde vamos, a cair e preste a bater no fundo do abismo.

3 comentarios:

Peter disse...

Tiago

Vim aqui expressamente apresentar-te as minhas desculpas.

Quanto ao teu artgo, talvez a Viviane Forrester tenha razão quando escreveu o seu livro: L'Horreur Écomomique, Fayard, Paris, 1966.

Que passes um bom feriado.

quintarantino disse...

Tiago, o Peter acaba de recomendar um excelente livro.
A edição portuguesa é da Terramar.

No mais, vergonha é o termo.

António de Almeida disse...

" mais de 195 milhões de pessoas em todo o mundo encontram-se desempregadas".
-Tenho dúvidas, tenho mesmo sérias dúvidas em aceitar este número como credível. Penso que o mesmo peca por defeito, e não será por pouco, até porque já viajei por África, Brasil, e nem sequer fui á India ou China. Pelo menos para mim, que apenas aceito falar de desemprego como o oposto de emprego, e tenho muitas dúvidas que algumas pessoas que até trabalham estejam de facto empregadas, por exemplo já ali em baixo em Marrocos, onde já estive por 4 vezes. Mas não sou propriamente conhecido pela minha solidariedade, palavras de protesto e outras, tenho as minhas convicções, acredito seriamente que a liberdade (libertação do individuo) seja o caminho, não pretendo igualdade, mas respeito e dignidade. Não vou alongar o meu pensamento numa resposta num post, mas vamos debatendo, e conhecendo-nos aos poucos.