Morreu um combatente pela liberdade

António de Almeida - 21.04.2008


Foto PÚBLICO

Faleceu o cónego Eduardo Melo. Não sendo eu um homem de pendor religioso, desconhecendo muito do que foi o percurso de vida deste homem, não posso deixar de lhe prestar homenagem pela sua acção durante um curto, mas decisivo período da nossa História, estou a referir-me é claro ao ano de 1975, quando alguns loucos procuraram estabelecer em Portugal uma espécie de Cuba na Europa, o que obrigou a uma resposta á altura por parte de todos quantos defendiam a liberdade, entre os quais o cónego Melo. Por muitas críticas, erros ou práticas menos claras que possam apontar, o cónego Melo esteve do lado certo da História, foi um patriota, há que não esquecer que do outro lado da barricada estava um inimigo poderoso, o comunismo, a ideologia mais execrável do planeta, às ordens do império do mal com sede em Moscovo.

6 comentarios:

quintarantino disse...

Como diria o outro, nem tanto, nem tanto!
O homem lá teve os seus méritos, mas era humano, demasiado humano.
Para bom entendedor!

Tiago R Cardoso disse...

De facto é uma personagem marcante do país, pode ter estado do lado certo da barricada, mas algumas acções que praticou, não tiveram muito a ver com o estatuto religioso que tinha.

bluegift disse...

Credo, antónio, tens a certeza que o Comunismo é mesmo a ideologia mais execrável do planeta? Eu tenho a leve impressão que o Fachismo não lhe fica atrás...

Carol disse...

Não me vou pronunciar sobre a figura e o percurso do srº Cónego, mas não posso evitar comentar o facto de, na sua opinião, o comunismo ser a ideologia "mais execrável". Será que está sozinho? Que dizer do fascismo?

António de Almeida disse...

-Caras amigas Carol e Bluegift, se tentarem equiparar alguma ideologia malévola ao comunismo, então apontem o nazismo, bruto, desumano, eficaz, não o fascismo, uma ideologia ainda assim sinistra é certo, mas ao mesmo tempo bizarra, tinha de ser, Itália, Espanha, Portugal, são diferentes da eficácia e do rigor germânico, até para praticar o mal. Quanto ao comunismo foi (é) de facto a ideologia mais mortifera do Planeta, Mao dava cartas a Estaline, este por sua vez matou muito mais que Hitler. São números... Para por detras de cada número existiu um ser humano, que deixou de viver porque estes facinoras o determinaram, directa ou indirectamente.

Carol disse...

E o fascismo não mandou matar ninguém?!