Comparar o (In)comparável: A Verde Erin e a Terra Lusa

Ainda não há muito tempo houve uma vaga comparatista, propalada pelos média, em que Portugal se revia, em jeito de tragicomédia, na Finlândia. Naturalmente, aquele país nórdico servia o propósito de zurzir as nossas misérias e incapacidades enquanto país que não progride, que não investe, que anda à deriva, que não produz e toda a negatividade a que nos habituámos pelo simples facto de sermos os pobres dos portugueses.

Acho que ir buscar a Finlândia, um país com um ethos protestante, e uma realidade sócio-económica-moral muito diferente de um país do Meridião como nós, é um disparate. Podemos empreender um estudo comparativo do nosso país com outras nações mais próximas da nossa maneira de ser nacional e tirar daí profícuas ilações que, na mesma, nos deixarão na negatividade do país decrépito em que vivemos. A Irlanda parece-me um bom exemplo disto.

Comecemos por onde deve ser: o princípio.

A Emerald Isle é, como nós, um país que assume a sua historicidade e identidade no catolicismo. Como nós, é um país parco em recursos naturais. Como nós, sempre foi um país de emigrantes. Como nós, os irlandeses perdem-se na melancolia saudosista, sem, contudo, alguma vez se terem lembrado da “saudade”. Talvez até mais do que os espanhóis, os irlandeses são o povo europeu mais parecido connosco. De diferente, a Irlanda tem uma história conturbada de usurpação territorial, de luta perpétua pela auto-determinação, de constante reivindicação das suas legítimas aspirações religiosas. E é, não obstante a história milenar, um país nascido apenas no séc. XX.

Ora, neste momento, a Irlanda é um país de sucesso, paradigmático a todos os níveis, um case study que nos dá que pensar (e que, a nós portugueses, nos deverá deixar indignados de vergonha). É que o boom irlandês se deveu a políticas cujo único propósito foi o bem comum. Como dizia a Ministra da Educação e Ciência, Mary Hanafin, referindo-se especificamente a Portugal e aos financiamentos comunitários que ambas as nações receberam: “We invested in our people, vocês investiram em infraestruturas, pontes e auto-estradas”. Parece-me ser clara a mensagem.

Continuemos. A Irlanda tenta, também neste instante, cativar e trazer de volta à pátria os seus emigrantes e, para tal, organiza, periodicamente, feiras de emprego e investimento em locais como Boston, na América, ou Liverpool, na Grã-Bretanha, que contam com grandes comunidades de expatriados irlandeses. Os que regressam (são já um terço de todos os imigrantes) encontram subsídios e apoios governamentais em termos de burocracia e cultura empresarial do país, os quais ajudam os ex-emigrantes adaptar-se a uma nova Irlanda que desconheciam.

O choque tecnológico, armado em parangona do actual governo do Estado Português, tem sido pouco mais do que uma faísca num fusível. Na Irlanda, o choque tecnológico levou a internet a todo o lado, fez disparar o comércio online, criou novas empresas e números impressionantes de teletrabalho. Há vilas inteiras movidas a novas tecnologias.

A educação é outro caso modelar. Não há desemprego entre a classe docente, porque o que o Estado investe num profissional da educação é para ser reposto. A educação especial disponibiliza um professor por aluno e o rácio do ensino normal é um docente para cada doze alunos. Um professor em início de carreira recebe €36.000/ano, pelo que se trata de uma profissão apelativa.

Apesar de ser uma sociedade patriarcal, como a portuguesa, onde o divórcio só foi legalizado em 1995, há cada vez mais mulheres em posições cimeiras, bastando para isso observar-se a classe política em que, pela primeira vez na História uma mulher Presidente, Mary McAleese, sucedeu a outra senhora Presidente, Mary Robinson.

Pois enquanto a Irlanda, terra de bardos e Grandes Fomes, progride, que fazemos nós: lastimamos a nossa sorte, discutimos localizações aeroportuárias, detemo-nos no confronto entre egos políticos, embarcamos no carreirismo oportunista, saudamos a cunha, seguimos acarneirados porque não há remédio, chegamos à faculdade quase iletrados, maquilhamos estatísticas do sucesso económico e educacional e assim vamos andando à deriva.

Ai se o Eça e o Ramalho ressuscitassem…

21 comentarios:

quintarantino disse...

Minha querida amiga, dado o adiantado da hora, eu, para já, só digo isto: se Eça e Ramalho cá viessem muita bengalada haviam de distribuir!
Eu volto.

Manuel Rocha disse...

Gostei da linha de raciocinio e da exposição, Blonde.

Por acaso ainda há dois dias estive de volta de umas notas sobre a história da Irlanda a propósito da "fome da batata" em medados do sec xix.

É bem provável que esse grande acidente económico tenha algo a ver com o sucesso que hoje ai se vê. Aparentemente, conduziu a um enorme alivio da pressão da população sobre recursos escassos e permitiu a reestruturação para dimensões de viabilidade económica de muita pequena propriedade dispersa, dando tb origem a um dos primeiros processos de emparcelamento rural da Europa moderna.

Outro aspecto que quanto a mim falta na sua nota, é que a Irlanda não teve um 25 de Abril há 30 anos ( e guardem as navalhas que não estou a dizer mal do dito..:)) ), que, goste-se ou não, deu um grande "abanão" na estrutura económica nacional.

Todas estas coisas têm efeitos e nem sempre se notam logo. Por isso, em principio, tenho alguma cautela nestes comparativos...é que são sempre imensas variáveis a variar ( passo a redundância ) ao mesmo tempo e, lá está, correlação não é causalidade.

Que Portugal precisa de mais atitude estratégica ? Sim ! Definitivamente. E em todos os sectores da economia e da sociedade. Importa por isso que o seu belissimo texto sublinhe também o empenho civico dos Irlandeses, algo diverso dos nossos hábitos laxistas, não está de acordo ?

António de Almeida disse...

-Blondie, para que o comentário ficasse completo, poderia ter referido que a Irlanda, apesar de não ser dos países europeus com menor taxa de nascimentos, não desperdiça dinheiro público com IVG's. Estou a constatar um facto, não estou a fazer juizos de valor. Em qualquer caso, julgo que Portugal tem mais semelhança com Espanha, Itália, sul de França e mesmo Grécia, do que propriamente a rep. Irlanda, muito influenciada pelo rigor Britânico. Mas claro que estamos infinitamente mais próximos dos irlandeses do que dos distantes finlandeses. Mas é precisamente esse rigor britânico que possibilitou um desenvolvimento que os paises latinos do sul da europa têm dificuldade em alcançar. Mesmo a Espanha, tem como motor de desenvolvimento a Catalunha ou a C. Valenciana, curiosamente os que menos têm que ver connosco. Factos que não desenvolvo, mas deixo á consideração.

antonio disse...

Nós devíamos ter investido na formação dos nossos empresários e na relação das pessoas com o Estado.

Empresários bacocos de ordenado mínimo nacional e todos os esquemas de corrupção e deturpação das mais elementares regras de cidadania, afasta-nos dessa europa, da Finlândia à Irlanda, a começar já em Espanha.

indomável disse...

E o respeito pelar regras e as leis, Antonio, não te esqueças.
Aqui ao lado em Espanha, as keis e a ordem imposta À sociedade são para ser levadas a sério.
Há uns dois anos foi-me dada a oportunidade de passar o fim de ano em Espanha. A viagem foi feita em grupo e nesse grupo demarcavam-se dois ou trÊs empresários do sector da construção civil. Entre outras conversas, surgiu a de trabalharem em Espanha, porque não o faziam, parecia a toda a gente uma boa oportunidade...
A resposta foi imediata e unânime - porque em Espanha tem de se respeitar a lei, tem de se seguir À regra as exigÊncias da construção, não se pode cobrar uma coisa e colocar outra...

Este exemplo é paradigmático do que se passa hoje em Portugal
Todos fugimos À lei, de uma forma ou de outra e quando se começa a fazer uma fiscalização mais agressiva dos comportamentos, fiscalizando o cumprimento da lei, chamamos a quem fiscaliza - a nova PIDE.
Ainda ontem falava com o meu marido sobre esse assunto e ele declarava o desconforto com a campanha agressiva da ASAE - estão a levar tudo muito a sÉrio - dizia ele.
Mais uma vez é um caso de matar o mensageiro porque não se gosta da mensagem.
Não é a ASAE que exagera, a lei é que está feita assim e até agora ninguém a cumpria completamente, damos sempre um jeito de escapar, não é?

Comparações à parte, Blonde, admito que a realidade portuguesa tem muito a ver com essa delapidação dos subsidios em infraestruturas que não dão retorno. Se tivessemos investido nas pessoas, mais cedo ou mais tarde surgiriam as infraestruturas e as pessoas dão sempre um retorno, não é?

bluegift disse...

Excelente chamada de atenção dear Blondie.
A Irlanda tomou medidas drásticas para diminuir a despesa pública, encerrando todos as dependências públicas não rentáveis. Sim: centros de saúde, escolas, correios, and so on, no que veio a ser imitada posteriormente pelos colegas europeus. Daí a possibilidade das dependências que restaram poderem oferecer melhores serviços.
Mas as medidas ainda mais radicais e decisivas no salto económico parecem ter incidido na diminuição drástica dos impostos às empresas e outros negócios. Atrairam numerosas multinacionais permitindo construir unidades de produção e prestação de serviços quase sem o pagamento de impostos. Estimularam o regresso dos emigrantes irlandeses espalhados pelo mundo e incentivaram a imigração de europeus qualificados ou não, possuindo fluência nas línguas dominantes da economia internacional. Os empregadores podem contratar e despedir quase sem restrições e os pagamentos à segurança social são muito inferiores aos praticados na Europa Ocidental. Precisamente o inverso daquilo que se passa, por exemplo, na Bélgica. Só um país partindo praticamente do zero como a Irlanda, poderia tomar atitudes deste género.
Os dinheiros dos subsídios europeus destinaram-se a compensar os desníveis criados na produção e assistência à população e não propriamente a serem desbaratados em acções de formação fictícias e infraestruturas a custarem o dobro ou o triplo do devido, como aconteceu entre nós. E são católicos, contrariando algumas teses que assentam nas vantagens económicas do protestantismo.
Não tiveram os nossos regimes extremistas de direita e de esquerda que atrofiaram a mentalidade vigente criando "tiques" e dogmas irreversíveis.
Será que algum político português tem "tomates" para implementar as medidas "anti-populares" dos irlandeses? Esqueçam, nem pensar! A oposição saltava logo para o poder no mês seguinte.
Ah! E o mais importante, que referiste e muito bem: As mulheres estão no poder! Ahahah!

bluegift disse...

Rigor britânico, António de almeida? Os irlandeses são muito parecidos connosco nesse domínio, sem os tais "tiques" políticos adquiridos. Digamos que resolveram ultrapassar o complexo que possuem face ao desprezo centenário dos Britânicos. A raiva também move montanhas ;)

lusitano disse...

Esta comparação entre nações e povos "toca-me na carne".

A minha filha e o seu marido, em principio de vida de casal, foram despedidos dos seus empregos em Portugal, por razões apenas especulativas...
Rumaram à Irlanda e na sua área de formação encontraram trabalho muitissimo bem remunerado e tirando obviamente "a clima", e outras coisas como a alimentação, não fazem tenções de voltar para onde foram tão mal tratados...
Eu ainda continuo a acreditar en Portugal e nos portugueses, tenho é muitas dúvidas sobre esta classe politica que nos tem "governado"...

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá, quero desejar um bom fim de semana a todos vós.
Beijinhos de ternura.
Fernandinha

ANTONIO DELGADO disse...

Dados a juntar às reflexões anteriores: um dos problemas da humanidade foi sempre as divisões e neste caso o Norte e Sul da Europa, agudizados ainda com a guerra de religiões, no seu seio. Catolicismo e Protestantismo. Estas duas vias deram logicas de pensamento diferentes com consequencias sociais bastante obvias, por exemplo: Catolicismo "quanto mais pobre fores mais estas no reino dos céus",consequencia todo o sul da europa é pobre e pouco desenvolvido e gregário. Protestantismo "quanto mais gerares riqueza mais estarás no reino dos céus". Europa além Pirineus, desenvolvimento e individualismo. Talvez e apesar de ser um clássico a " Etica Protestante e o Espirito do capitalismo" de Max Weber, pode explicar muita coisa sobre isto.

O caso da irlanda é de facto paradigmático mas teve um motor que foi a aversão a Inglaterra e a CE como espaço para a sua libertação ...obviamente e muito bem, a irlanda optou pela segunda via e com os resultados que se conhecem. Mas esta capacidade para o exito dos irlandeses pode-se ver já antes na América do Norte em todos os sectores da vida daquele país...até na politica! os Kennedy eram irlandeses...Este povo tem ainda particularidades muito curiosas que me ecuso de comentar..sobretudo com a alimentação
um abraço e bom fim de semana.

Sei que existes disse...

Pois é... e cá continuamos nós á deriva...cada vez mais frustrados, infelizes, endividados, raivosos... e nada continuamos a fazer para dar a volta a esta situação que já se torna ridícula!...
Beijocas grandes

Fa menor disse...

Passei por cá...
li...
aplaudo!

bluegift disse...

Lusitano,
Eu também saí, zangada com os políticos e com a corrupção e inércia da sociedade. Mas a tua filha há-de voltar, e eu também...

Compadre Alentejano disse...

Aposto que a taxa da corrupção é muito menor que a portuguesa,e que as verbas comunitárias foram bem aproveitadas.
Além disso, a nomenklatura política deve ser muito mais profissional que a nossa.
´Parabéns pelo excelente post.
Um abraço
Compadre Alentejano

Peter disse...

"blondie"

Considero este texto brilhante e, pelo menos para mim, muito elucidativo no que respeita à Irlanda, país que nunca visitei precisamente pelo meu desconhecimento sobre a sua actual realidade que nos envergonha.

Saliento o final do texto, assim como destaco a intervenção da "bluegift" (que me desculpem os outros) minha colega de blog.

Tiago R. Cardoso disse...

Grande texto, sim senhor...

Nós é que deviamos ser um caso de estudo, estudar-se par ver como conseguimos desbaratar tantos fundos que recebemos, ver como funcionou por cá a politica do betão.

Uma politica que considerou e pelos vistos considera que a evolução de um país depende da quantidades de "obras de regime" que se façam, deixando de investir nas pessoas.

O normal seria primeiro investir nas pessoas, em novas mentalidades e enriquecimento dos valores nacionais.

Infelizmente não vejo perspectivas de isto mudar e acredito que não se conseguiria mudar, apenas colocar remendos num sistema gasto e em colapso.

Seria portanto a altura de construir um sistema de novo, como novas fundações e com novos arquitectos, é que com estes não me parece que consigamos ir a algum lado...

C Valente disse...

Um tema um pouco controverso, mas gostei da abordagem
Saudações amigas

quintarantino disse...

Bom, vimos por aqui algumas abordagens explicativas/contributivas que vêm enriquecer o debate e o texto de hoje.

Início dizendo que penso não se poder comparar duas realidades sociológicas tão distantes como o são a irlandesa e a portuguesa. Temos, é certo, um traço de união na religião dominante, mas em pouco mais.

Ali sempre residiu o espírito indomável de povos aguerridos e lutadores que não vergam fácilmente.

Não tem nada a ver com IVG (penso que o António de Almeida pretendia dar apenas um exemplo que, na sua óptica, representa um desperdício de dinheiros públicos, mas nesse caso podia ir para as pontes e as auto-estradas do Ferreira Amaral tão mal concebidas), nem com o fechar de tudo o que é serviço público que não funciona, nem é rentável.

Tem, na minha óptica, mais a ver, na sua génese, claro está, na solidariedade intrínseca entre os irlandeses. Basta ver a sua equipa de rugby para ver de que massa são feitos.

Depois, e nos meus modestos conhecimentos, nunca tiveram acesso às riquezas que nós detivemos. Nas Índias e no Brasil. E quantos dos que aqui hoje escreveram já se esqueceram que, naqueles tempos, as naus iam directas à Flandres não para vender os carregamentos, antes para saldar dívidas. Sempre vivemos à tripa forra e esse é um dos nossos males.

Com a adesão obviamente que se seguiram caminhos diametralmente diferentes, mas não posso deixar de assinalar como notável que os que hoje vociferam contra a administração, por exemplo, são os mesmos que incensaram anos de betão e asfalto (necessário, mas com muita asneira à mistura sendo mais relevantes o IP4 e o IP5 ou as pontes e viadutos que, quando é necessário alargar, têm de vir abaixo) ou de tarefeiros na Educação e na Saúde levados pela mão da nossa Dama de Ferro, Manuela Ferreira Leite.

Razão às tantas tinha mesmo D. Carlos quando se referia aqui à horta como a piolheira!

lua prateada disse...

Pois com tanta verdade que posso eu dizer...que homens assim é que lá deveriam estar mas os taxos em Portugal continuam a estar por limpar...
Beijinho prateado
Bom fim de semana
SOL

Zé Povinho disse...

Talvez não sejamos assim tão parecidos com a Irlanda, a não ser na religião oficial e no desenvolvimento até há cerca de doze anos atrás, mas a partir daí eles avançaram social e economicamente, aproveitando os dinheiros da UE, e nós entregámos essa dinheirama toda a uns quantos, que bem se abotoaram, e ficámos com a sensação de que íamos em frente, mas passámos para a cauda da Europa, enquanto os políticos teimavam em que estávamos no pelotão da frente. A Irlanda está hoje acima da média europeia em bem estar social e em desenvolvimento e nós bem cá no fundo à espera que os novos membros da União nos ultrapassem, e já falta pouco.
Abraço do Zé

Joshua disse...

O comparativismo é bom somente para que se distingam exemplos porque até certo ponto tudo o que tem a ver com percursos históricos distintos e com distinta geografia e idiossincrasia é incomparável.

O Tarantino tem razão ao afirmar que Portugal, enquanto nação de Expansão, Império e do benefício de uma Escravidão por tantos séculos, de dinheiro fácil e riquezas ocas e ociosas, de cópulas exóticas por todo o mundo moreno, nunca teve uma humilhação prolongada pela sonegação da sua identidade e nacionalidade, como outros povos que se regeneraram precisamente aí, caso da Irlanda.

Inclino-me para a generalizada mediocridade do empreendedorismo e para a falta de solidariedade como causas profundas de todos os males portugueses presentes.

Repare-se que por exemplo esta legislatura não fez nada por unir os Portugueses. Pelo contrário, semeou a crispação e a conflitualidade entre sectores profissionais como forma de capitalizar putativas vantagens orçamentais. Nada mais errado e estúpido. Como se vergastar-nos nos conduzisse a qualquer causa nacional vista como comum e digna de investimento MORAL nosso.

As pessoas parecem ser um estorvo a estas políticas orçamentalistas. Por isso alijam-se, como carga supérflua.

Não estou a ver emergir qualquer mentalidade nova que nos congregue e una para que se rompa com a sensação permanente de que alguém, que bem sabemos, se aprimora a foder-nos sob os pontos de vista profissional e social, pois se não tivemos uma humilhação nacional prolongada, temos tido uma humilhação pessoal, educacional, profissional de carácter permanente pelo desperdício de génios, de criativos, de ímpares, nesta vida.

PALAVROSSAVSVS REX