Os Dinkis e os Rótulos ou o Manifesto de uma Geração "Entalada"

Primeiro vieram os Beats, depois os Hippies, a seguir os Yuppies e agora parece que se instalaram os Dinkis, espécie com nome de caniche de colo. E eu, supostamente, tenho de pertencer aos Dinkis, como já pertenci à Geração Rasca, a tal que veio antes da Geração À Rasca. É tão bom quando a malta leva assim uns rótulos na testa!

Estávamos nos anos 90, havia a infame PGA e o povo juvenil vá de protestar em frente do ME. Logo os media trataram de chamar os amotinados de Geração Rasca, uns broncos de uns miúdos, com uma falta de cultura tramada, impudentes (essa de mostrar os “derrières” à frente do povaréu era um descaramento inaudito nestas paragens brandas) e ensandecidos. Eu até nem me revi muito naquele chinfrim todo mas protestei que aquele raio de prova era uma discriminação e um atentado à educação da “Escola” que era o que se devia testar. De pouco me serviu. Levei com a segunda ou terceira vaga da dita, sobrevivi à hecatombe e lá fui para a faculdade sem mais alarido. Agora essa de me chamarem “rasca”, que é lá isso? Isso foi o que mais irritou os meus verdes dezoito anitos. Eu lá era “rasca”? Os desgraçados que me seguiram, já sem a famigerada PGA, “enrascaram-se” e, coitados, toma lá mais um rótulo.

Agora estou nos Dinkis, “Double Income No Kids”. Mas nada de pensar que isto foi uma promoção de estatuto. Não! Os Dinkis são a maldição social do início do milénio. E logo eu tinha de estar aqui, responsável pelos males desta vida! Pois, os horrendos Dinkis têm uma vidinha santa: ele é poder de compra, ele é tempo livre, ele é falta de obrigações familiares, uma maravilha. Estas criaturas desprezíveis são adultos jovens (os trintas são os novos vintes e os quarentas os novos trintas!), vivem em meios urbanos, dedicam-se às carreiras e fartam-se de viajar. Mas os egoístas dos Dinkis não contribuem para a perpetuação da espécie, estão à espera que alguém lhes pague as reformas e não fazem nada por isso. Os horripilantes Dinkis estão na boa e o resto do mundo que pene.

E quando eu achava que a minha “geração” não podia levar mais rotulagens, eis que surgem os Rejuveniles (li isto no Expresso, Caderno Actual, 29 de Dezembro ’07). Estes são os novos adultos (isto de ser jovem adulto em 2008 é praga ou não?), infantilizados, “sinais de uma mudança cultural de extrema magnitude, em que as forças do mercado procuram que os adultos se mantenham tão infantis quanto possível” (cito a fonte) para consumirem os produtos das sucessivas revoluções tecnológicas. Portanto, gostamos é de brincadeira, consumimos que nos fartamos, vestimo-nos à desportiva e o mundo é o nosso recreio.

Excelentíssimos senhores sociólogos e antropólogos que nos estudam, digníssimos senhores políticos e economistas que criam o mundo em que temos de existir e ilustríssimos senhores jornalistas que pintam o mundo a pinceladas surrealistas, acho que estais um pouquinho equivocados. Nós somos o que fizeram de nós. Foram vocês que deixaram de se reproduzir, nós seguimos a tendência. Foram vocês que acabaram com a estabilidade laboral (o que é isso do emprego para a vida?, nós andamos a recibos verdes e contratos precários). Foram vocês que introduziram a isenção de horário para acabar com o dia das 9 às 5 e assim trabalhamos doze ou treze horas por jorna e nem sabemos o que são horas extraordinárias. Foram vocês que desbarataram a Segurança Social, a tal que talvez chegue para vós mas que não existirá para nós (é a política de terra queimada: a seguir a nós o deserto). E ainda nos chamam egoístas e infantis?

Em Portugal lutamos a braços com taxas de desemprego exorbitantes, em França chamam-nos a “Génération 1000 Euros” porque não passamos da cepa torta e acham que andamos na boa? Os diplomas não nos garantem acesso ao mercado de trabalho (e no mundo após-Bolonha, a Geração À Rasca vai ver-se ainda mais aflita), a mobilidade laboral é um eufemismo para a desagregação das nossas vidas familiares e sociais (na Alemanha um professor universitário só pode estar numa faculdade um máximo de seis anos e depois, ala!, mala às costas, e aqui, neste quintalejo à beira-mar plantado, nem vale a pena falar do que o Governo chama de mobilidade, porque nem há eufemismo que chegue). Continuam a achar que estamos na boa?

Afinal, olhando em retrospectiva, quem me chamou “rasca” nos anos 90 se calhar até tinha razão…

31 comentarios:

quintarantino disse...

Eu, dado o adiantado da hora, e porque começo a correr o sério risco de cair da cadeira tal é o cansaço, atrevo-me a iniciar a dissertação afirmando que estamos aqui ante uma refinadíssima RascaDinkiRejuvenile (é assim que os alemães fazem, não é?) tal é a veemência do protesto.

E, quiçá, fundado.

Eu, antes que surja algum lampanário a querer chamar-me qualquer coisa, assumo que sou um RascaNonDinkiLessRejuvenilebutFatherofTwins, que é como quem diz que lá para o peditório da perpetuação da espécie já dei!

No mais, estou como o Octávio Machado, vocês sabem do que ela está a falar. E eu assino por baixo!

Shark disse...

Lá quanto à brincadeira, não sei; no resto, desculpar-me-á a autora, mas não está a falar mais ou menos de quase toda a sociedade?

António de Almeida disse...

-A mim nunca me chamaram rasca, sinceramente já não me recordo o que me disseram nos anos 80, mas revejo-me em quase todo o texto, até porque vivi os anos 90 como adolescente, e hoje, bem hoje ainda pouco cresci, também não quero adiantar muito mais, talvez um dia escreva sobre mim.

ana disse...

Muito sinceramente não creio que a simples rotulagem das pessoas seja um ferrete social, um estigma que se deva levar tão a peito.

Mas, pegando no que afirma, os tais DINKIS são fruto de uma sociedade baseada no egoísmo mais feroz. Não por acaso, muitos são herdeiros quase diletantes dos YUPPIES, outra corja do piorio que insuflou e potenciou muito do veneno que hoje nos mata a nível social e económico.

Quanto aos REJUVENILES, a coisa quanto a mim andará bem achada. Basta ver nos centros comerciais, os modernos locais de peregrianção, as dondocas a pavonearem-se. Algumas levam o despudor ao ponto de exibirem generosas a gordura acumulada na pança por fora de um top que envergonharia qualquer TWEENIE!

Desculpe qualquer coisinha, sim...

Manuel Rocha disse...

Prefiro a Blonde neste registo de português de Portugal, embora ainda não esteja convencido de que não há aqui tecla tradutora do Quint, mas adiante...

A tipologia é perfeita, embora, lá está, as generalizações sejam sempre redutoras.

Mas o corolário é correctissimo, pois tudo aquilo que vocês possam ser é fruto do que nós " os grisalhos" fizemos, Abrilada incluida.

Pergunto: será que não vão sendo já horas de alguém meter ombros a uma outra revolução que acabe com " o estado a que isto chegou"( Maia, Salgueiro; EPC Santarém, 1974 )?

Já agora esclareçam-me, sff. Que post-it devo colar na testa por continuar a financiar a interminável licenciatura em arquitectura que o meu ilustre descendente, que completa hoje mesmo 29 prósperos aniversários, ainda não se dignou concluir ?

No meu tempo era "tanso". Mantém-se actual ?

quintarantino disse...

Manuel, enormíssimo autor de pots geniais, eu juro que não há nem tecla, nem ajuda. Aliás, a moça, ao que ouço, dá aulas no Superior. É suposto (só suposto) saber Português. Melhor que eu.

No mais, e não cuidando o amigo que o estou a ofender (longe de mim) ou que queira que seja politicamente correcto, há sempre a outra alternativa: "vai trabalhar, malandro!"

Já agora, dê lá os parabéns ao estouvado.

O Advogado do Senhor Diabo disse...

Achas mesmo que uma pessoa pode ser resultado do meio? Isto é, que as nossas opções sejam apenas consequência do que nos rodeia ou do que nos antecedeu? Se assim fosse não inovávamos, não nos rebelávamos, não revolucionávamos. As coisas mudam, por alguma razão é (dialéctica markxista?).

De resto, até que enfim, um texto que não faz bocejar. Parabéns.

Manuel Rocha disse...

Grande Quint:

A questão da tradução acho que vai ser a minha brincadeira favorita neste espaço, pelo menos enquanto você e a Blonde não desatinarem comigo.

Quanto ao resto, vesti um personagem, que os conheço vários com o perfil descrito. Forma de dizer que os estereótipos e as caricaturas, sendo interessantes, as há para todos os gostos. A questão é saber fazer delas bom uso, como aqui se fez, e não derivar para análises redutoras e generalizações abusivas. Tenho para mim que o bom senso não é apanágio da idade. Conheço muitos velhotes infantis, e várias crianças de incontestável bom senso. Um certo deslumbramento pela "descoberta da terra da abundância " em que hoje se vive, parece-me que afecta a todos por igual.

Obrigado pelos parabéns ao dito, o gajo faz de facto 29 anos hoje e é óbvio que já o mandei trabalhar há muito.

Blondewithaphd disse...

Dear/Caro Manuel,
Acha mesmo que esta Blonde desatinaria? No way!
E olhe, se serve de consolo parece que este ano é dos capricornianos, pode ser que seja desta que o descendente vire Sr. Arquitecto;)

antonio disse...

Pois então façamos um 25 de Abril. Tomemos de assalto os lugares de topo no estado e nas empresas, este país precisa de uma vaga de exilados, de barcos a arder à deriva enviados por um novo Marquês de Pombal Dinkis, rasca e seguramente farto!

Blonde lead our way...

bluegift disse...

Blondie dear, I dont know if these sociologist are right, they always need new produts to sell, meaning "us"! I just know we have much more freedom to choose our life than before, and that's what really counts for me.

FERNANDA & POEMAS disse...

Querido amigo, deixo-te votos de bom fim de semana.
Fernandinha

Zé Povinho disse...

Não encontro grande significado nas designações referidas, mas aceito que por culpa de muitos que rondam a minha idade, temos uma juventude criada com muitas facilidades, e que por isso não dá, na generalidade, grande importância à liberdade, tão difícil de conquistar, nem às dificuldades da vida. Nós, erradamente, tentámos dar-lhes tudo o que não tivemos, facilitando-lhes a vida, mas não fomos capazes de os preparar para as dificuldades que agora se perfilam nos seus horizontes.
Abraço do Zé

Tiago R Cardoso disse...

A mania de muitos é aplicarem rótulos ás coisas, evidentemente que são sempre aplicadas conforme a posição de cada um.

Acredito que de facto somos o produto de uma serie de factores, somos constituidos por uma serie de influencias, que nos surgem de variadas maneiras.

Evidentemente que se pode dizer que não, dizer que se assim fosse nunca teríamos capacidade para evoluir, mas se reparem mesmo no momento que inovamos na realidade fomos influenciados por alguém ou algo para sermos inovadores.

E quem disse que nós temos capacidade de revolta ?

Não será essa capacidade também o resultado de influencias ?

bluegift disse...

Ca fait quelque temps, et encore à la fac, j'ai lu un livre qui s'appelait "O Trabalho no Ano 2000" de Maurice Reuchlin. Il parlait, pour la splendeur de notre joie, d'une époque où les machines et la technologie, finalement, allaient permettre à l'Homme travailler beaucoup moins en produisant beaucoup plus, ce qui allait aussi lui permettre d'avoir plus de loisirs, etc. Mais tout ça avant la croissance du Libéralisme sauvage de la fin du siècle. Il avait complètement oublié que ce qui compte à la grande majorité d'entrepreneurs c'est gagner le plus d'argent possible, et qu'ils s'en foutent complètement de la qualité de vie des autres. L'Etat étant de plus en plus complice, surtout à cause de la peur écrasante de la bien-aimée mondialisation. Alors, chère amie, tu perds bien ton temps en écoutant toutes ces bêtises à propos des nouvelles générations, elles ne font rien d'autre qu'essayer de nous convaincre que Nous sommes les vrais coupables.

Tiago R Cardoso disse...

San aucuns doutes le "blog" "notas" est un espace ouvert a tout le monde, portugais, anglais, et maintenant français....

Je vous remercie bluegift....

antonio disse...

Boa Tiago! O meu amigo não se faz rogado...

Daniel J Santos disse...

O grande problema é que somos nós a colocar-mo-nos em posição que permite que sejamos catalogados.
Bom texto.

sniqper ® disse...

Bom nota 100% para este texto, que viagem pelo tempo e com belas cacetadas em que faz tempo precisa de as levar, parabéns.
Estamos de facto num Portugal que não sei se dá vontade de rir, se de chorar, o que sei é que a continuar assim alguma coisa vai estalar.
Estava eu hoje a olhar para a bela da TV, a ouvir o bláblá de sempre nas notícias, quando algo me fez agitar, um treinador de futebol, na sua habitual conferência de imprensa, antes do jogo, deu umas cacetadas, no caso pontapés no Senhor Primeiro-Ministro, referindo que lá falar ele fala e muito, fazer é que pouco ou nada, isto são palavras minhas, as dele, de nome Jaime Pacheco, valem a pena ouvir, não pelo facto de serem uma reflexão sobre governação, mas sim pela frontalidade com que falou.
Será que a viragem vai começar num campo de futebol!?

Blondewithaphd disse...

Und natürlich bin ich ohne Wörter! Was zu sagen, wenn die Menschen, die hier schreiben, so viele verschiedene Gefühle haben? Ich bin ganz überrascht (wie immer, dass ich hier auch etwas - manchmal Blödes - schreibe)! Und vielen Dank Blue für Deine besondere Fähigkeit diese Wörter der Welt zu benutzen für einen Text der Blonde;)

Tiago R Cardoso disse...

Blond,
tu sem palavras ?
pois se não as tinha tratastes de as por em alemão.

Eu tinha dito que estes blogue estava aberto a tudo mundo, português, inglês e francês, mas tratastes de colocar outra dimensão.

E não precisas de ficar surpreendida, o pessoal está aqui para debater e não chatear nem atacar ninguém.

Alvorada disse...

Julgo que pertencemos à mesma geração, atempadamente dita "rasca".
Para lá do divertido folclórico das etiquetas, divergimos no conteúdo. Filhos-burgueses, lamentamos a fartura que nunca nos chega, mas daí a estabelecer paralelos com as dificuldades vividas pelos nossos pais ou avós é uma jornada pela demagogia gratuita.
Poucos terão tido a autonomia que nós temos para determinar os nossos futuros. Li por aí há pouco que o mundo está dividido entre os que são ricos e os que querem sé-lo. Certeiro. Deviamos exigir mais de nós que as lamúrias fáceis de quem tem tudo mas quer sempre mais.
Desculpe, mas é o que sinto.

Maria

SILÊNCIO CULPADO disse...

É realmente um texto envolvente de que muito gostei. Não sou atreita a rótulos, estigmas ou a comportamentos como modas. No entanto e já me preocupa, isso sim, a regressão de valores, oportunidades e direitos que ganha terreno a cada ano que passa. Acredito que uma ausência de alternativas poderá implicar roturas drásticas.
A ver vamos.

Joshua disse...

O sono impede-me, de momento, toda a lucidez que desejo: sei apenas que agora que, enquanto geração, estamos encostados à parede, e só temos a parede como saída, teremos de transformar-nos em pneumáticas brocas violentas. Quanto a mim, a violência toda está em sermos criativos para sair bem por cima disto.

Mariano Feio disse...

Eis finalmente um tema que estou apto a comentar sem me documentar previamente.
Pertenço à tal geração que vos criou, e em casa ainda tenho um exemplar de estimação.
Quando acabei o meu cursinho industrial, que acumulei com uns biscates no serralheiro lá do burgo, fui logo fazer ordem unida para Mafra. Seis meses depois fui viajar até ao Uije, onde estive de férias dois anos inteirinhos. Eu voltei, mas outros não, ficaram por lá.
No regresso o meu pai tinha sido dispensado da fábrica onde trabalhara a vida inteira. Na altura não havia indemenizações. E eu arranjei o terceiro emprego como porteiro da noite num hotel de terceira para ajudar os meus irmãos a acabar os cursinhos deles. Queria ter casado mas tive que esperar vivendo nas aguas furtadas do quartinho de aluguer.
Comparadas com estas entaladelas, as vossas dão-me vontade de rir.
O meu primeiro ordenado foi de 1200escudos e qd me casei fui pagar de renda 300 escudos por uma assoalhada com cozinha e casa de banho e um pão custava 5 escudos.
O exemplar da vossa geração que ainda anda aqui por casa para efeitos de mesa posta e roupa lavada ( só dorme nos curtos periodos entre namorados ) já é mestra mas continua esperando emprego compativel.Tem tido propostas mas não as acha "dignas".
Não sei se fomos nós quem desbaratou a segurança social e o serviço nacional de saude, mas sei que fomos nós quem o criou. Dá-me um exemplo de alguma coisa que a vossa geração já tenha criado ?
Cordialmente,

Mariano

C Valente disse...

Eu não nasci na geração rasca mas de tanga, ou melhor do silêncio,
Porrada e fome com fartura,
Estas novas gerações levam rótulos ou outra ouve que levavam outros mimos, entre pancada
Agora com o engenheiro especialista em inglês, é mais fino, Mudam-se só os nomes o resto fica
Bom ano 2008, e que tudo corra á medida do seu desejo
Saudações amigas

ALEX disse...

Gostei bastante da tua análise que, além dum bom texto, revela uma maturidade e conhecimentos notáveis sobre várias matérias.
Este espaço está a ficar muito completo pois, além de apresentar valências poliglotas, permite também que loucos a precisarem não só de ansioliticos mas de internamento, se convençam da sua capacidade para analisar textos e decidir os que são ou não são bons.
O Notas Soltas ainda será recomendado como espaço de terapia de grupo e, quem sabe, se não virá a ser reconhecido como um valor português.

NINHO DE CUCO disse...

Efectivamente há muito quem venda estereótipos e procure que a sociedade de consumo se torne, em si própria, numa droga electrizante, que faz com que muitos se sintam heróis do velho Far West. Os comportamentos têm que estar muito para além das conotações. Sou uma cota que gosto de roupas desportivas. Acho que me ficam bem, são confortáveis e condizem comigo. Se isso é ser isto ou aquilo não me interessa. Recuso também o termo de geração rasca. Quem luta, trabalha e persiste nunca é duma geração rasca. Os jovens de hoje merecem-me muito respeito pelas dificuldades que enfrentam. Porque são os jovens de trabalho que enfrentam as grandes dificuldades. Os filhos família têm as cunhas, o dinheiro e as empresas dos papás.
Porém, de uma forma simples e bem documentada tu dizes tudo e bem. Os meus parabéns.

Guilherme Santos disse...

Permitam-me primeiro um aparte, Alex apoiado, tem gente que em vez de avançar com opiniões construtivas mesmo que diga discordo não apresentam capacidade de argumentação, por isso avançam para a critica pessoal, parece que todos os blogues tem de ter um bobo da corte.
Em relação ao texto, o grande problema é quando outras gerações olham para gerações mais novas com "preconceito", achando que deveriam seguir os mesmos caminhos que eles, ou seja parados no tempo, no entanto acho que nem todos ficaram parados, alguns acompanharam a evolução das mentalidades, outros entretem-se a colocar rótulos.

NÓMADA disse...

Vou reforçar a ideia, já expressa por mim anteriormente e por outros comentadores que hoje leio, de que críticas construrivas não é dizer isso não presta e dá-me sono. Isso é linguagem de pacóvio quando vai à ópera. Crítica construtiva é crítica com respeito pela pessoa humana e pelas suas opiniões.
E é com esse respeito que admiro o texto apresentado que dá uma visão do que se transformaram as nossas sociedades, o nosso País, a nossa Europa. O aparente progresso dá lugar a uma regressão de qualidade de vida e de vivências sociais agora mais marcadas pelos estigmas e pelos chavões que pelas realidades que encerram.

Carol disse...

Olha, Blondie, cheguei à conclusão que levamos com os mesmos rótulos... Mas isso a mim não me afecta nada! Que pensem o que quiserem, digam o que lhes apeteça!
Como já aqui disse várias, fiz a minha licenciatura e quando deixei de ter lugar no mercado de trabalho, criei o meu próprio emprego. Trabalho como recibo verde, pago à S.S. e tenho todos os meus impostos pagos. Não tenho filhos, nem vou ter porque não quero e porque a instabilidade financeira não o permite. Vivo sozinha e não me plantei em casa dos papás, porque quis a minha independência.
Se fui rasca e hoje pertenço ao grupo dos Dinkis, é-me indiferente. Não é um rótulo que me paga as contas...