Quando a ânsia de brilhar cobre de ridículo órgãos de informação!

Todos os dias somos bombardeados por notícias.
Jornais, rádios, televisão e agora a Internet são fontes constantes de informação, em caudal abundante por sinal.

É quase como um massacre e onde as noticias "más" têm sempre particular destaque e são colocadas de formas ainda piores do que aquilo que são.
Então se forem de "desgraças", daquelas a pedir lágrima fácil, e na corrida pelas audiências e vendas, levanta-se a fasquia quase ao nível do "pornográfico", no sentido de uma exploração tão grande que devassa completamente tudo e todos.

Temos tido vários exemplos, desde o rapto (?) da menina no Algarve, passando pelo desastre de viação do autocarro perto de Castelo Branco, até à explosão do edifício de apartamentos.
Chegamos ao ponto em que tudo é justificado; reportagens atrás de reportagens, especulações, "opinadores" profissionais, fontes anónimas, correrias de um lado para o para ver quem chega primeiro.

Entretanto, o fundamental tem vindo a ser esquecido. Informar, dar a relevância a quem a tem, ou seja a noticia, são coisas para esquecer convenientemente.
A preocupação tem sido a de espremer até à última gota.

Por exemplo, no dia em que o Rei mandou o Chavéz calar-se, a RTP tratou as notícias com o seguinte alinhamento:

- o desastre de um helicóptero de combate aos fogos, teve direito a um minuto;
- as tempestades no Mar Negro e Cáspio, um minuto;
- os incêndios em Portugal, um minuto;
-as aposentações, um minuto;
- Chavez vs. Rei, dez minutos; o "porque não te calas" é, na opinião dos editores e jornalistas da RTP, muito mais importante que tudo o resto.

Ontem tivemos direito a algo mais "elevado".
Um dos diários de referência levou a coisa aos limites, tendo para mim chegado ao ridículo.

Na pressa de fechar a edição e mandar para a gráfica, o jornal em causa deu a vitória na Venezuela ao "sim " à proposta de revisão constitucional de Chavéz, quando na realidade o "Não" é que venceu.

Do que se trata, neste caso?
Pressa?
Falta de rigor?
Acreditar em fontes, sem certezas absolutas?

Seria interessante que todos esses meios de Comunicação Social se apercebessem que não estão sozinhos, têm concorrência e ainda por cima concorrência na "hora". Mas que, se calhar, lhes podia ser útil se a soubessem usar. E lhe dessem crédito.

As notícias saem, rapidamente são espalhadas e ainda por cima comentadas. Nisso, exemplo a blogosfera tem sido quase imbatível.
Para quem não sabe, actualmente, em cada seis segundos, é criado um novo blogue, o que dá uma ideia da dinâmica existente.

Ora, se muitos se dedicam a publicitar e publicar lixo, muitos há que tratam assuntos sérios e até dão tratamento noticioso a factos do dia. Tudo a um ritmo alucinante, onde todos têm acesso a essa forma de informação (assim a saibam procurar), livre e sem restrições (menos se viverem em ninhos de democracia), onde os assuntos são discutidos e retransmitidos.

A Comunicação Social não pode ficar parada na antiga mentalidade de que nós é que somos os donos da palavra, muito menos entrar em pânicos de audiências e leitores, partindo para o vale tudo.

A busca de informação cada vez é maior. Basta atentar no caso dos que escrevem num blogue com edições diários de textos. Têm de estar actualizados, todos os dias procurar a informação sobre um assunto que possa merecer tratamento mais relevante, um enfoque mais humorado, uma nota mais crítica ou a exposição de uma ideia tola.

Desde o Sr. José Sócrates, passando pelo ambiente, terminando na contagem de cepos de árvores abatidas em Portugal. Tudo pode merecer notícia. E, nalguns casos, têm sido os bloggers a levantar questões sérias e em primeira-mão.
Nesta busca de informação, interagimos com outros blogues, comentamos e muitas vezes, como é o meu caso, unimos esforços para pensar esta nossa sociedade.

O fenómeno é de tal ordem que hoje muitos desse intelectuais da escrita ou da palavra, que escrevem em jornais e falam na televisão, tiveram de descer a esta plataforma, descer ao nível das massas, para aqui vincarem uma ideia ou ganharem espaço nesta nova forma de comunicação.

É verdade que muitos vêm para aqui numa de promoção pessoal, tentado manter aqui o estatuto que têm lá fora, mas estou firmemente convencido que esses, mais dia, menos dia, caem do cavalo!
Os outros são bem vindos.

33 comentarios:

Sniqper ® disse...

Comunicação Social, essencial de tanto que se fala nela e no tempo que se perde em analisar para criticar, quando afinal somos o seu melhor produto. Muitos caem do cavalo sem nunca saberem sequer o que é andar de burro, outros de tanto que são burros nunca terão a sensação de montar o cavalo da Comunicação Social, ficam pelos blogues, criticando porque nada mais sabem fazer, falta-lhes a coragem de falar como alguém que nasceu a 19 de janeiro de 1884, de nome
Albino Forjaz de Sampaio que falava assim da vida...

O que é a Vida? Arranjar-se.

O lugar na sociedade está na razão directa do carácter do indivíduo e da canalhice por ele desenvolvida. Vê-se às vezes que os emolumentos do crime são ainda um grande coisa. A vida tem que ser isto. E tu, escuta bem, nunca serás nada se assim não fores.

Nada de sonhos, nem de quimeras. O sonho é a rede que a Vida deita para nos demorar e nos prender. Ai dos que sonham, ai dos vencidos.

A Vida é prática, metódica, decisiva. Os ponteiros do relógio do tempo não param nunca. Deixa falar os outros que pregoam o Bem, a Igualdade, a Vida boa e grande.

Não é o teu esforço que vai endireitar o mundo. Sê sempre mau, orientado, sabido. Tudo o resto são cantigas. A vida é só uma e mesmo sem querer aflora-nos aos lábios aquela frase verdadeira que Dostoiewski põe na boca duma das suas personagens: “eu não tenho senão uma vida, não estou para esperar a felicidade universal!”

Mas que queres tu, afinal? Que quero eu? Subir. Como, não importa. Acaso sabendo alguém que tem um meio de vencer se deixar derrotar?

Mas ninguém se lembra de que louca não é toda esta ambição, todo este esforço, toda esta ânsia. A terra alimenta-se de corpos, bebe lágrimas e bebe sangue. Um coveiro abrirá a cova a outro coveiro; um dia sucederá a outro dia; uma dor virá precedida de outra dor; um carrasco decepará outro carrasco. E imutavelmente tudo assim continuará.

antonio disse...

Bolas Tiago, logo pela manhã o teu texto fez-me acordar!

O curioso é que seria de esperar que os portugueses fossem consumidores viciados de filmes de terror e na realidade são as comédias que nos levam mais ao cinema... estarão estes dois factos relacionados?

Joshua disse...

A competição é um facto da vida, embora possa revestir-se de ridículo e ser autofágica.

Afinal, dentro das várias formas de intervenção e transformação da sociedade, a Comunicação Social tem uma energia inquestionável: a energia dos factos e das análises, das revelações relevantes que nos permitem progredir.

Mas não chega. Não chega porque mesmo a informação e a análise podem ser direccionadas e obedecer a programas pouco comprometidos com a verdade e o interesse públicos.

Então temos a blogosfera, o fenómeno em maior expansão no planeta e com os efeitos mais surpreendentes: pessoal ou colectivo, um blogue pode assumir as directrizes mais bizarras ou mais pertinentes, tão diverso na manifestação da identidade e do perfil único de gente única.

Agora, há uma coisa que me parece decisiva: a liberdade e a autonomia de um blogue é uma coisa inalienável. Há blogues com projectos de expansão e crescimento através do recrutamento dos melhores, da assunção das melhores ideias, da diversidade e riqueza produtiva no âmbito da análise, da informação e da literatura. Há blogues que crescerão na medida de uma estratégia de acreção, isto é, na medida em que integrem/absorvam outros blogues como quem cresce somente na supressão.

São caminhos.

Agora o conceito de lixo blogosferiano é perigoso. Porque há pessoas de quem não gostamos e blogues de que não gostamos, mas às vezes do que não gostamos é que nos ignorem e que nos resistam. Se todos blogofizéssemos o mesmo, só haveria um número muito reduzido de blogues, blogues massivos, com uma montanha de colaboradores e, mais tarde ou mais cedo, rupturas dentro. Repara que se é verdade a emergência virtiginosa de blogues, também é verdade que muitos rapidamente se extinguem, como foi o caso do Com Fixadores, que me deixou sinceras saudades pois ali eu encontrava um projecto pessoal sujeito às flutuações de ânimo, ao toques de excelência, à pureza de uma experiência que se inaugura virgem e que se vai fazendo ao caminhar.

A mim parece-me mais atraente um blogue pessoal, embora faça parte de vários blogues colectivos e certamente farei parte de mais.

(Volto já).

SILÊNCIO CULPADO disse...

A crise de valores das sociedades actuais estende-se a tudo e, em especial, à comunicação. A comunicação confere domínio sobre as massas mas as novas tecnologias retiraram-lhe o poder concentrado em certas entidades. A competição tornou-se feroz e, igualmente feroz, a luta pela sobrevivência. A imprensa escrita, por exemplo, está cheia de estagiários que, ou não são pagos, ou recebem abaixo do ordenado mínimo na maior parte das vezes. Esses estagiários são substituídos quando deixam de ser estagiários por outros estagiários e chegam a trabalhar, com horários alargados,domingos e feriados sendo as folgas semanais rotativas. E isto em todos os órgãos de informação. Os profissionais fixos são muito poucos e não conseguem, a maior parte das vezes, controlar todo o trabalho escravo que lhes vem ter às mãos. A luta pela sobrevivência tem conduzido a que optem pela forma de vender mais ao menor custo.
Esta é a realidade. E com a agravante de que, em tempo de crise, as empresas começam por cortar na publicidade e, quanto menos o jornal ou revista vender, menos publicidade tem. Ora, não se fazem omeletes sem ovos. Penso que é aqui que está o cerne do problema, Tiago.

Joshua disse...

Um blogue pessoal que seja interessante é um acontecimento identitário forte e uma construção identitária forte. O crivo aos assuntos sérios é uma coisa importante, mas há um nível de intervenção mais a fundo da realidade que é a Arte. A mim é a Arte, mais que o tratamento jornalístico das diversas matérias, o que transforma e faz se transcenda o nosso olhar tornando-o mais sensível e penetrante.

Por isso mesmo, quando pensares que é lixo, olha de novo como quem repara e talvez notes um aspecto luminoso e inspirador, um desafio sempre afiado às nossas certezas e às nossas metodologias. A literatura, quando é boa, quando não se converteu num bem facilmente consumível paulo-coelhino, fere de morte o homem superficial e suscita um homem mais problemático mas bem mais holístico na sua complexidade assumida.

Olha para o que eu digo, Tiago, porque ter visitado mais de 15.000 blogues de forma sistemática em pouquíssimos meses (coisa que agora não posso efectuar), como quem busca a luz, mesmo na errância e no imprevisto, rendeu-me não pequenas surpresas e uma grande humildade.

Claro que sou também determinado e ambicioso no meu ministério escrevente, mas aprendi a amar, a gostar mesmo, das minhas derrotas, dos meus triunfos nulos, da dose infinita de incompreensão e de evitamento que posso gerar em muitos leitores apressados. Toda a pressa é superficializante e empobrecedora. A pressa nunca faz justiça a ninguém e, pelo contrário, atropela e maltrata a muitos.

Às vezes, não ter sucesso nenhum, não ser exemplo nenhum, ser minoritário e negligenciado é fonte de grandes inconformismos e esses inconformismos podem produzir uma revolução da Vontade, da Crença em Si Mesmo ao ponto de nos transcendermos. As mais das vezes se nos transcendemos é pelo quanto sofremos que nos transcendemos. Basta folhear um compêndio de história ou as melhores biografias.

Tenho experiência disto avonde.
Quando me disseram alguma vez que eu não chegava lá, superei até os mestres porque o que o meu espírito busca é que me apresentem desafios de que à partida me considerem derrotado.

Não imaginam com que se meteram.

Abraço

joshua

António de Almeida disse...

-Provavelmente aconteceu ao PÚBLICO o mesmo que me aconteceu a mim, só que eu não tenho responsabilidades em prestar informação, ninguém paga para me ler, ainda não transformei o blog em SA, logo não existem accionistas á espera de lucro, tinha expectativas na vitória do NÃO, cerca da meia-noite consultei a CNN, o EL País, a Reuters e a RCTV, as 3 primeiras davam certeza na vitória do SIM, a última não apresentava projeção, mas dizia que o SIM estava á frente, fui-me deitar, só ontem de manhã, é que recebi a boa notícia ao acordar. Só que eu posso, um jornal, não, e penso que os jornais e televisões estão andando a reboque da Internet, utilizando uma espécie de cultura SMS! Tenho muitas dúvidas na validade destas opções editoriais, e na sua eficácia, para mais, frequentemente acontecem estas bizarrias, nem sequer é a primeira vez.

NÓMADA disse...

Presentemente o cidadão tem uma verdade fabricada à sua medida. E a medida da verdade do cidadão irá ditar o seu conformismo perante um ambiente que viola todas as regras. Porque a imprensa não é livre. Ou depende do Estado e, neste caso, este irá impor, de uma forma ou doutra, a defesa da comunicação que lhe interessa enquanto poder, ou é privada e depende do dinheiro.
Por tudo isto a blogosfera aparece como uma pedrada no charco. É uma informação que circula e se multiplica sem estar dependente nem do poder político nem poder económico. Mas esta comunicação também é uma comunicação elitista porque, digam o que disserem, o internauta ainda faz parte de uma elite privilegiada que tem acesso ao computador e à internet. É que uma coisa é ter acesso à internet e outra, bem diferente, é usar esta tecnologia em casa, a seu belo prazer.
Em suma o que está em causa não é o jornalismo sectorial mas toda uma política de favorecimentos que está por detrás e que coarcta a liberdade de informação quando não a deturpa.

bluegift disse...

Os jornalistas estão cada vez mais histéricos e mal formados. Dá a impressão que quanto mais estudam menos sabem transmitir notícias. Esquece-se frequentemente o papel social e cultural da televisão e nivela-se pela notícia de nível bairro da lata.

NINHO DE CUCO disse...

Não são os jornalistas que estão mal formados. Quem está mal formado é o Governo que começa por dar um mau exemplo quando ele próprio vende as noticias do bairro da lata a seu bel-prazer para defender os seus interesses, o seu poder e os interesses económicos do capital que o apoia. Esta é a realidade e o resto é paisagem. Quem quer defender o governo a todo o preço e custo pondo-o no altar também está a fazer comunicação barata. Não defendo que se deva deitar o governo ao chão nem que existam alternativas, neste momento, ao executivo que está. Pelo menos alternativas que não tenham estes vícios. Agora temos que criticar o que está mal porque a sociedade é democrática e porque é através da crítica construtiva que se corrige. É preferível criticar e defender a democracia que dizer que tudo está bem até rebentar pelas costuras e termos um "Chavez" ou um Pinto Coelho a aparecerem as soluções. Deixemos pois de tapar o sol com a peneira e chamemos as coisas pelos nomes. A culpa não pode continuar a ser do mais fraco e do mais desvalido. A culpa cabe em primeira mão ao PODER INSTITUÍDO.

Sniqper ® disse...

VOU DESISTIR, OU ENTÃO TAMBÉM QUERO DESTA DROGA!!! QUE COMPRIMIDOS OU TERAPIA SERÁ ESTA???

Perante a leitura do comentário do Joshua, onde se denota uma enorme verbosidade (leia-se fluência excessiva de palavras, estou seriamente a pensar desistir de escrever, porque de facto sou um enorme analfabeto. Como complemento das minhas passo a transcrever, esperando que tal atitude não seja considerada abusiva pela parte de quem tão ilustres frases escreveu, passo a citar:

autofágica, blogosferiano, blogofizéssemos, identitário, paulo-coelhino, virtiginosa...

Olha para o que eu digo, Tiago, porque ter visitado mais de 15.000 blogues de forma sistemática em pouquíssimos meses (coisa que agora não posso efectuar), como quem busca a luz, mesmo na errância e no imprevisto, rendeu-me não pequenas surpresas e uma grande humildade.

Tenho experiência disto avonde.
Quando me disseram alguma vez que eu não chegava lá, superei até os mestres porque o que o meu espírito busca é que me apresentem desafios de que à partida me considerem derrotado.

Não imaginam com que se meteram.


Eu por mim não me quero meter com ninguém, MAS por outro lado quando se tentam meter comigo eu simplesmente ignoro tais actos de violência verbal.
Tenho Dito. Viva Portugal

Joshua disse...

Passou por aqui agora mesmo um elefante. Repararam? Eu parece-me que passou.

Boris disse...

A responsabilidade a quem de direito. Quem é que mantém e alimenta esta comunicação a cair de pindérica? O próprio Estado porque enquanto os cidadãos se preocuparem com a Esmeralda e os McCann não vão reparando nos degraus que estão a descer na batalha do desenvolvimento. Ao poder interessa entupir. Já interessava no tempo do Estado Novo:Fados, Futebol e Fátima, não era? E depois meus amigos, os jornalistas que não obedeçam às directrizes dos editores, rua!E Josés Rodrigues dos Santos há muito poucos porque para serem corajosos têm que garantir a protecção da retaguarda.
Merda para isto.

ALEX disse...

Lendo os comentário verifico que a grande maioria vão no sentido de responsabilizar o Estado e o poder seja ele económico ou político. Eu também alinho nesta análise. Antes havia muito analfabetismo em que as pessoas não sabiam mesmo ler mas agora há outros géneros de analfabetismo em que as pessoas não conseguem ver, ouvir e discernir. A comunicação é pobre porque temos uma pobreza de governo e de instituições.

GIL disse...

Oh Sr.Tiago essa da ânsia de brilhar cobrir de rídiculo os órgãos de informação é um bocado rídicula também, deixe-me que lhe diga. É daqueles títulos só para atrair a atenção ao bom gosto do que aqui critica. Mas o que é que se espera num país que se culpa o governo por tudo e por nada?

Metamorfose disse...

A corrida ao ouro, aqui é a corrida à informação, seja boa ou má não interessa, o que interessa é vender. Mais uma vez se verifica a perda de valores humanos. Mas mais um excelente texto Tiago. Beijos

Keops disse...

Me perdoem a opini�o de quem nada sabe!
Houve tempos que o curso gen�rico de quem n�o sabia que fazer mas se sentia impelido para uma sa�da Universit�ria era a Hist�ria. Actualmente � "comunica�o social". Apanhamos com os "gen�ricos"!
Perante algumas prosas em tantos jornais e revistas, n�o me admiro com a quest�o de tantas mulheres - " prostitui�o a nossa actividade" Cad� as outras?

C Valente disse...

Palavras e critica bem aplicada
Infelizmente a palavra Jornalismo deixou de existir na comunicação social, a verdade e os factos importantes não é relevante , o que importa é vender, vender até á exaustão, desde que seja assunto de faca e alguidar, mexericos e outras situação sem relevância , o importante não é informar, o educar , pois a comunicação social também deveria ser um meio de instrução,
Cada vez e salvo raras excepções temos locutores que não sabem falar (falam mal o português, jornalistas que escrevem pior, conteúdos que são uma miséria, o espalho desta nação será.
Saudações amigas
Renho um pedido no meu canto a lhe fazer
Saudaçoes amigas

7 Pecados Mortais disse...

Tiago, incrível ou não, o jornalismo, principalmente o televisivo, passou a ter também os momentos de realaty Show!! Pena para os que sem enjoem com isso...

Sofia disse...

O mal é mais profundo do que a batalha dos media. A batalha existe, é um facto, e leva a que estas situações ridículas aconteçam. No entanto, o mal está enraízado na nossa sociedade, que quer, exige, saber cada vez mais e mais rápido. Centramo-nos cada vez mais em futilidades e menos nas questões fulcrais. Na ânsia de corresponder às nossas expectativas, os meios de comunicação social sucumbem ao facilitismo. Não os levo a mal. Pressões do nossos tempos... É tão mau como evitar-se a avaliação séria para poder mostrar belos dados estatísticos sobre o nosso sistema de ensino à UE - só outro exemplo de situações ridículas, fruto do tempo em que vivemos que nos exige cada vez mais. Como não somos mais nem melhor do que éramos há 10 anos atrás, às vezes decidimos fingir que sim!

ivone disse...

e voando sobre um ninho de cucos...

Blondewithaphd disse...

Marketing, audiences, all of this influences the media. News is a product not just information. A product that sells, that brings profit or loss. And so it is managed just as another product that has to generate revenue, that is profit. As everywhere else there are good professionals and good companies and there are the moneymakers. It is for the public to choose which product to buy.
And as for blogs, they are evermore becoming a new and privileged means of communication and creating new forms of journalism and of journalism writing as well as creating new audiences and new market niches. Bloggers are, for all purposes, new journalists and with them lie new responsibilities. Hope we don't forget this!

R@Ser disse...

Olá querido amigo Tiago...passando para te ler!

Bjos doces

sol poente disse...

Boa tarde a todos
Eu sou o Sol Poente e acabo de nascer. Vou ser um blogue solidário que vai começar com uma parceria de mais 4 blogues: Marginal Zambi, São, Amigona e Silêncio Culpado. Depois irei mostrando as minhas capacidades. Para já, e como convém, vou começar por falar de jornalismo. No seu livro de Introdução à Política, Maurice Duverger refere que imprensa nunca poderá ser livre porque depende do dinheiro. Por outro lado o Estado, mesmo em sociedades democráticas, domina canais de televisão para passar as mensagens que pretende. É Maurice Duverger quem o diz e eu acredito.Nesta perspectiva tenho que aceitar que o mau jornalismo tem padrinhos por detrás. E com finalidades claras.
Ainda bem que o Notas Soltas tem sempre postagens fresquinhas e com boa qualidade para permitir confrontar diferentes visões que muito ajudam a compreender. Gostei muito do texto do Tiago.

quintarantino disse...

Aqui chegado de uma palestra sobre o novo Regime Jurídico da Urbanização e Edificação, onde os oradores conjuntamente com os assistentes não só escalpelizaram o diploma, como se detectaram várias incoerências, lacunas e lapsos de redacção, pergunto-me se não será legítimo que, quando o legislador mete água, também os órgãos de Comunicação Social a metam?

A questão da manchete do Público faz parte da vida dos jornais que têm prazos (as chamadas "dead lines") e que têm de alicerçar a sua informação com base nas fontes e a credibilidade que lhe merecem. Não é por aí.

É, antes, pelo facto de em muito órgão de Comunicação Social se esquecerem por completo as regras mais elementares do jornalismo. Mistura-se e confunde-se notícia com crónica, opinião com isenção... vejam bem e tentem detectar, especialmente nas reportagens televisivas, o quanto se recorre ao condicional.
Ou às fórmulas redondas e vagas dos "parece", "admite-se", "poderá ser", "fontes bem informadas", "tentamos até à hora desta edição falar com...".

Porque ultimamente têm aqui vindo muitos espontâneos dizer e criticar que aqui se critica por criticar e sem dar a cara,

QUINTINO FERREIRA PINTO

um criado ao Vosso dispôr.

antonio disse...

Oh Quintino, agora que te identificaste já não me posso meter contigo... ainda pensas que é algo pessoal. ;)

Joshua, gosto do delírio em que te desmultiplicas.

quintarantino disse...

Ó António, que nada... que nada... entre nós vigora a lei da compreensão!

Márcio disse...

A comunicação social que temos, tanto escrita como ouvida... é cada vez pior! Já não se dá informações, desinforma-se o leitor / ouvinte.
É uma tristeza esta comunicação social...

Sniqper ® disse...

Comunicação Social,
A grande culpada, a ré que todos os dias é crucificada e ao mesmo tempo venerada e devorada por todos, e escusam de dizer que é uma mentira, precisam dela como de abrir a boca e respirar para viver, mais nada.

Hoje acabei de reler um livro, com esta foram 15 vezes, e cada vez que o faço ganho vontade de o voltar a ler, é tão actual que até arrepia pela verdade que nele vive.

Confundi-me com todas as multidões. E apesar dos homens serem mais do que estrelas dos céus e as areias dos mares, não encontrei entre eles, um que não andasse absorto na sua dor e em trair o seu próximo. “O homem não perdoará a seu irmão” (Isaías) e esta verdade em cem vezes a vi praticada. Como o Eclesiastes eu vi ainda e sempre “a impiedade no lugar do juízo, e a iniquidade no lugar da justiça” e como ele me convenci que debaixo do sol tudo era vaidade e aflição do espírito.

Este é um pequeno texto do seu final, o resto procurem, afinal a Internet é um mundo onde um simples clique abre a porta...

C Valente disse...

Agradeço a colaboração, acrescentei mais umas palavras para melhor definir a ideia,
Saudações amigas com um abraço

Tchivinguiro: onde nasci. disse...

Quanta razão no que dizes e mais não devo dizer, pois o meu dia-a-dia é passado no mundo de uma redacção.

Beijinho.

Compadre Alentejano disse...

O mal da comunicação social é, por vezes, colocarwem a notícia à frente dos acontecimentos. Há que respeitar o fecho da edição e, lá vai um "linguado".
Um abraço
Compadre Alentejano

Cati disse...

Muitos dos mitos actuais são criados pelos media. E quantas vezes conflitos mundiais não foram agudizados pelos media?
Chegamos a um ponto em que não sabemos em quem acreditar... a falta de credibilidade cresce e a qualidade da informação decresce proporcionalmente...

Aguentar os folhetins Maddie, ponte de Entre os Rios, Katrinas, tsunamis e afins é doloroso... esta tentativa de aproximação da informação às massas, ao dito povo (sim, porque até há pouco tempo muito boa gente não lia jornais, não via notícias...) é perigosa... Começo a pensar que os blocos informativos começam a ser uma antecipação da novela que lhes vai seguir...

Um beijinho!

Lampejo disse...

Tiago,

A mídia e o sensacionalismo estraçalhar a digestão.

A ânsia de atingir o inatingível a qualquer custo.

Parabéns pelo texto que espraia, Tiago!

(a)braços :)