Eles "roubam-nos" tudo e ainda querem que poupemos?

No momento em que escrevo estas linhas ainda vivo sufocado pelo jugo do Dia Mundial da Poupança.
Quando as lerem, terá findado o opróbrio de eu ser um gastador, um pródigo quase a pedir que me interditem de tanto não conseguir poupar.

Em Portugal devia-se ter banido qualquer referência ao dia.
Aliás, podia-se ter perguntado aos generais e demais sacripantas que mandam em Myanmar ou na Coreia do Norte como é que se faz para manter um país na ignorância do que é o mundo real.
Sei lá, quiçá até se lobrigasse a maneira de transformar os persistentes 8% da taxa de desemprego nuns animadores 0,8%!
E, através de um qualquer mecanismo mágico, recauchutar os teimosos 7,2% em vadios oficiais!

Mas, voltando à vaca fria, não é que, logo pela matina de ontem alombei com uma sub directora-geral ou coisa semelhante a debitar umas banalidades na TSF sobre a necessidade de se poupar.
A senhora, pelo menos, revelou que conhecia uma série de ditados populares.
Desconfio é que conheça bem o mundo real.

A dita dona quer que eu poupe quando o nosso popular café se paga entre os 0,55 e os 0,60€?
Eu que sou um tinhoso, recordo que isso é entre 110$00 a 120$00.
Por um café muitas das vezes tão mal servido que um tipo ainda não bebeu uma só pinga e já vê o fundo da chávena.
Quando o escudo lusitano foi a enterrar, cá no café provinciano em que me assento deixava ficar 55$00 por cada café.
Quer dizer, veio o euro todo janota, e os nossos comerciantes lá para eles, olha, isto afinal até é fácil, aqui onde tenho 55$00 tiro o cifrão e os zeros, ponho um zero à esquerda e uma vírgula e já está. E como isto vai ser em moedas, a malta nem vai topar.

Face a exemplo tão comezinho, logo aqui descortino duas razões para a maioria dos portugueses não conseguir poupanças.
A primeira é que os preços nestes últimos anos subiram de forma galopante; a segunda é que os salários andaram a ritmo de caracol.
Se quiserem, e recorrendo a uma expressão querida à então malta do PSR, “os preços subiram de elevador, mas os salários foram pelas escadas”.

Claro está que se a tudo isto somarmos a ilusão do dinheiro fácil, a euforia de uns verdes anos em que nos prometeram que os amanhãs que cantam eram já ali, a ânsia de mostrar à rua e aos vizinhos que também nós tínhamos arcaboiço e carcanhóis para ir à neve no Inverno e ao Caribe no estio, quiçá a patroa a recauchutar as maminhas e o macho a disfarçar a barriga, e a pujança de ir a qualquer lado e amandar com uma carteira recheada de cartões de crédito podemos encontrar a plausibilidade da festa em que hoje muitos vivem.

Tempos houve em que a mim, imaginem só, encostado o projecto de barriga ao balcão da agência bancária e dito aos costumes que também tinha precisão de um cartãozito VISA, logo me asseveraram que isso nem era coisa que se discutisse. Tivesse ido eu na conversa e tinham-me dado cartão de platina e limite acima do Evereste de crédito. Que não, dizia eu ao gerente atónito, que só era para uma eventualidade de numa qualquer passeata me quedar sem pilim. Ó senhor doutor, por favor, dizia-me o homem quase ofendido, trezentos contos de limite mensal é o mínimo. Seja, disse eu mortificado. E assim se fez a vontade. Vossa, deles. À cautela nunca quis experimentar o dito cujo no tal limite. Mas conheço quem os tenha como cachos. E os use como eu troco de camisa todos os dias.

Ou como aqueloutro que em lobrigando alguns antigos parceiros de prosa no café tenha de disfarçar e prosseguir com a marcha, pois já não sabe que mais inventar para o facto de ter cravado um ou outro comparsa para um negócio cujos primeiros proventos se destinaram a umas férias no Brasil. Esquecendo-se que no torna viagem havia que honrar compromissos. Mandou-os todos para o prego!

A insensatez de muitos também ajudou a esta festa da poupança zero. O infortúnio de outros também, como é evidente.

De acordo com o Banco de Portugal o crédito de cobrança duvidosa atinge já os 2,21 mil milhões de euros. Vendo isto, logo me lembrei do Jardim pai e do Jardim filho.

E o azar é que não se vislumbra que a economia dê qualquer sinal de querer animar. Aliás, ele há ainda outros factores que não foram devidamente ponderados nesta questão de o bom povo português andar a gastar mais do que o que tem.
Um, por exemplo, prende-se com a necessidade dos seis milhões de benfiquistas esquecerem as agruras da vida.
Não é que o único clube de expressão galáctica, na visão de Vieira, atravessa o rio e logo cai ao Sado?
Não há homem que resista. Nem taberneiro que não aproveite.

31 comentarios:

Carol disse...

Pois é, isso da poupança é uma grande tanga.
Eu com o meu rendimento instável, rezo para que ele me dê até ao final do mês e olha que cada vez tenho mais mês!
Como querem que poupemos com rendas sempre superiores a 400€?! E as contas que temos de pagar? Eu vivo sozinha e pago sempre na casa dos 30€ de água e luz. Mas, sabem quanto é que pago mesmo de água? 5€. E o mesmo com a luz! Então, de 2 em 2 meses toca a "arrotar" 50€ só para os impostos que inventaram!
E um pão que custa 0,15€? E as idas ao supermercado que nos levam couro e cabelo?
Poupar, eu até poupava. Precisava era de ganhar, no mínimo, uns 1000 euritos...

Quanto ao Benfica, já lá dizia o outro... «É a vida!».

Alma Nova disse...

Meu Caro Quintarantino
Mas que afronta esta vir falar de poupança a quem já passa as horas a fazer contas e descobre que o calendário está sempre a mudar porque os meses crescem cada vez mais. Eu até que gostava...sou antiquada, sempre aprendi que ter um "pé de meia" dá sempre jeito numa aflição. O pior é que agora nem para as meias, quanto mais para os pés...
Isto realmente...neste nosso Portugal gostam de brincar com a "miséria".
E para não me alongar demais, sempre gostava que me explicassem como é que se fala de poupança quando a miséria real e pungente cresce pavorosamente por esse mundo fora?! Será que se esquecem que a grande maioria da população nem tem que comer?! Poupam o quê?

sniqper ® disse...

Dia Mundial da Poupança?
Onde? Em Portugal? Não acredito, existe de facto modo de poupar o que não existe? Os Deuses andam loucos mesmos, foi desde que a lata da Coca-Cola caiu da nave espacial e acertou no feiticeiro da tribo, tchs, tchs...
Como vocês devem saber foi criado pelo Ministério das Finanças um gabinete, de nome GOEC, ou seja traduzindo, Gabinete de Orientação ao Endividamento dos Consumidores, que veio em muito melhorar o destino da malta, que assim pode ser aonselhado por técnicos competentes a resolver os problemas financeiros, muito bem.
Do mesmo modo o Ministério da Economia criou ainda os «dez mandamentos da gestão financeira para jovens», porque «de pequenino é que se torce o pepino», podem consultar no seguinte link - http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=63694, e vão ver como tudo passa de negro, para cinzento, logo seguido da cor final, o branco.
E, perguntam vocês, porque o branco? Simples, esse é o nosso destino se este país continuar a caminhar assim, vamos todos ficar em branco, tesos, lisos mas bonitos.

Tiago R Cardoso disse...

Qintarantino,
Ainda bem que isto é um blogue livre e democrático,senão essas referencias ao Benfica levavam uma tesourada.

Carol,
Em relação ao "É a vida!", estavas a merecer também um risco azul... esqueci-me isso já és, mas desconfio que devem ser "más" influencia familiares.

Tirando a brincadeira,

Parece que se resolve criar dias para chatear o pessoa as pessoas, não sei se repararam é que quem fez as maiores comemorações foram os bancos, mas devem ter pouco sucesso nessa das poupanças, infelizmente o pessoal tem de fazer contas para o pão, imaginem ter algum para poupar.
Infelizmente não tive o prazer de ver as declarações da dita senhora, gostaria sempre aprender um ditados populares, ainda por cima vindos de um tão grande "intelectual".

David Alves disse...

É sempre um prazer passar por cá. Relativamente ao texto e Benfica à parte...ainda estou a tentar sair do rio...o facto é que os tempos não estão para grandes poupanças. Não estão propícios a tal "pecado" porque simplesmente não é possível. Vivemos numa sociedade que apregoa o imediatismo e o consumo desenfreado...tarda nada começam as montras de Natal e os anúncios para que se telefone para um número qualquer para podermos oferecer prendas a toda a gente. Não existem incentivos à poupança e mesmo que existissem desconfio seriamente que o "povinho" fosse capaz de poupar uns trocos no final do mês. É necessário que se comecem a educar as pessoas para os riscos do crédito e o que daí pode resultar.

Maria P. disse...

Excelente post!
Mas eu juntava um pouco mais de sal e pimenta...

Bom dia.

Carol disse...

Oh, Maria, então junta! A malta vem aqui para isso mesmo... eheheeh!

Oh, Tiago, realmente ninguém é perfeito... E eu que te tinha em tão boa conta!rsrsrs

António de Almeida disse...

-Escreveu sobre uma tema sério, tão sério que houve muita gente a escrever ontem e hoje sobre este tema, mas este foi até agora, o texto mais divertido que li, sobre um tema nada divertido, tendo conseguido escrever quase a brincar, sem brincadeira alguma. Mas adiante, esta matéria não é de fácil análise, os problemas são multiplos, o endividamento essa praga dos nossos dias tem inúmeros culpados, desde os que irresponsavelmente se deixaram endividar, aos que porcuraram vender créditos que agora não conseguem cobrar, passando pelos reguladores, que não regularam uma actividade financeira. Todos são culpados, e sabe o pior? A praga continua, acabei há pouco de ler umas cartas do banco onde a par do extracto mensal, vinham 4 ofertas de crédito em condições tentadoras. Talvez porque eu não tenha lá crédito nenhum, e o cartão Gold, que eu não pedi, mas foi-me imposto ao negociar spread, apresentar um saldo de 0 Euros.

SILÊNCIO CULPADO disse...

Dia da Poupança, sim e por que não? Muitas pessoas terão a indignação legítima do nosso Quintarantino face às dificuldades acrescidas que têm recaído sobre elas nos últimos anos. Muitos são de tal forma pobres que a ideia de poupar nem sequer lhes ocorre. Outros assumiram compromissos em que a degradação do poder de compra põe em risco o seu cumprimento. Portugal é um canto triste e desafinado, entre uns e outros. Mas há outra parte, que o Quintarantino também focou, que tem que ser enfatizada: a parte que respeita áqueles que, por vaidades fúteis, se entalaram num mar de dificuldades. Sempre fui ensinada a não gastar mais do que podia. E também sempre procurei não só não gastar para além das minhas posses, como gastar apenas naquilo que tinha necessidade ou me desse prazer. Nunca porque os outros tinham.
Há pessoas que estão endividadas até aos ossos mas que tinham condições para até terem uma reserva. Para esses faz sentido o DIA DA POUPANÇA. Tem que se começar a passar a mensagem.

Fernanda e Poemas disse...

Olá amigo, apesar de extenso o teu texto, está belíssimo.
Como já te disse e acredita que eu só goto da verdade.
Eu não percebo nada de política para escrever um texto.
Mas leio os jornais, vejo as notícias sempre que posso.
De facto o nosso País vai de mal a pior.
Amigo obrigada, mais uma vez.
Muitos beijinhos,
Fernandinha

NINHO DE CUCO disse...

Este texto vem mesmo a calhar num dia em que estou particularmente irritada. A minha mulher a dias já me pediu o subsídio de Natal, todas lavada em lágrimas, porque tem que ir ao oftalmologista e não tem dinheiro.
Ora eu pago-lhe, por 3,5 horas diárioas de trabalho de 2ª. a 6ª., com direito a feriados, o mês de Agosto de férias e baixas por inteiro, 450€ + 25€ de caixa. Acresce subsídio de férias e Natal neste valor. Quando preciso dela fora deste horário, pago à parte. Ela vive numa casa que pela qual paga 50€ de renda (moradia antiga). O marido ganha 750€ e só tem a cargo um miúdo de 10 anos.Anda sempre a chorar cada vez que lhe chega uma conta mas, ao mesmo tempo, anda sempre a afrontar-me que tem uma TV melhor que a minha, que tem todos os canais da TV Cabo (eu não tenho) etc. e tal. E anda sempre a pedir para fazer uns trabalhitos extras porque o dinheiro não lhe chega. Tenho pena dela porque é boa pessoa e boa trabalhadora e passou muitas dificuldades na vida. Mas tem ou não tem para viver? Não podia poupar qualquer coisita? Tem que gastar adiantado?
VIVA O DIA DA POUPANÇA1

JOY disse...

Boas ,

Esta malta passa-se , poupar o quê ? Só se for na comida ,tipo só se janta , Eletrecidade ,nada tudo á luz da vela , àgua ,Banhinho uma vez por semana de resto pega-se no garrafão e vamos á fonte , trabalho ,levantar ás 5 da manhã para poupar o transporte , enfim andam a gozar com a malta .Estava a ler o post do ninho de cuco e tenho a mesma situação a ama da miha filha ao dia 15 já está a pedir o mês a seguir e eu tenho de compreendela as dificuldades são visiveis .Dia Nacional da Poupança ,não brinquem comigo,

JOY

NÓMADA disse...

Também vou acrescentar alguns exemplos que justificam "o dia da poupança". É que andamos num mundo de consumismo desenfreado. No outro dia fui a um Shopping, onde os funcionários são altamente explorados, e dizia-me a jovem que me atendeu,que ia já comprar, como prenda de Natal, para o filho de 8 anos, um carro ou lá o que é, que custa 490€. Fiquei a olhar para a pobre mãe escrava e mal paga que, possivelmente, gasta mais num brinquedo que o vencimento auferido por um mês de trabalho. Faz sentido? Faz sentido que uma senhora que eu conheço, e que vive com dificuldades, me diga que comprou um "monopólio" para o neto que custou 170€? Faz sentido que uma ex-secretária minha me confesse a chorar que lhe tinham cortado o telefone de casa porque a mãe, sentindo-se sozinha, fazia mais de 2.000€/mês de chamadas? Chamadas para aqueles números que estão sempre a passar na TV e dão grandes prémios.
Tenham paciência. Uma coisa são as dificuldades dos portugueses derivadas dos factos apontados pelo Quintarantino. Mas, bolas, não é só isso! Eu sei que estas pessoas não são inteiramente culpadas. O marketing pouco honesto, os mecanismos para acumulação de valor de bancos, seguros e instituições financeiras,uma sociedade doentiamente competitiva que discrimina os que não têm, etc,e tal. Ponhamos cobro a isso. Talvez o dia da poupança não seja a forma adequada mas é um lembrete.

adrianeites disse...

eu acho que se deve poupar.. fiz no mes passado um ppr...

agora com estes salários pedir poupança...

al cardoso disse...

A diferenca e que o Jardim filho tem um pai que lhe pode pagar as dividas, nao creio que seja o seu caso, caso as tenha, eu infelizmente ja nem pai tenho!

Um abraco d'Algodres.

ALEX disse...

Eu concordo com este post. Está tudo muito bem explicado. Poupar onde não chega, chega a ser cruel.

7 Pecados Mortais disse...

Excelente texto...não tiro uma vírgula. Foram apresentadas aqui várias situações que realmente mostram que a mentalidade de alguns portugueses está muito má. Casos como refere "Ninho de Cuco" e "Nómada" são exemplos de uma sociedade que não quer mudar. Poupar? É difícil tendo em contas as despesas mensais face aos vencimentos. Contudo ouvi hoje uma notícia que dizia que poupar é por de lado os valores das despesas mensais para que estas sejam pagas. Bem, nisso então eu já poupo. A questão que me faz pensar em poupança, não é separar as despesas mensais, mas sim poder ganhar mais para então poupar para futuras necessidades. Aqui é me impossível. Se poupar é separar então já sou poupado há alguns anos e sem precisar que este dia existe...uma questão de mentalidade e necessidade!

O Guardião disse...

Enquanto o pessoal vai deixando cair a tanga, a de vestir, e começa a colocar a mão à frente e atrás para cobrir as intimidades, saltam uns quantos iluminados a terreiro, falando em poupanças. Podiam poupar, pelo menos nas palavras, e poupar-nos os ouvidos, porque até a paparoca começa a estar em causa, com tanto aperto de cinto.
Pai perdoa-lhes que não sabem o que dizem - adaptação livre da frase de Cristo, para os discursos de quem nos (des)governa.
Cumps

Fa menor disse...

Poupança?!
Há muitos anos que não sei o que isso é!!!
Tomara eu que vá dando para as despesas...
Como muito bem indica o título do post, não dá para poupar quando nos "roubam" tudo o que ganhamos.

MIGUEL BARROSO aka Girassol disse...

Que país porreiro, pá

antonio disse...

Quint, este post é muito injusto!

Quer poupar? Não é a contar centimos! Seja imaginativo. Olhe vou-lhe dar algumas pistas:
1- Você tem algum sobrinho taxista na Suiça?
2- Um pai presidente de um banco privado?
3- Cartão rosa ou laranja? Esqueça o Visa.

Tá a ver? É por aí que deve ir...

Blondwithaphd disse...

My feelings exactly! (What joy to be a proud member of the Portuguese middle-classes! Fabulastic!)

Compadre Alentejano disse...

Bom post, aprovo.
Veja-se o caso das sobremesas num restaurante, pois dantes custavam 100§00, hoje l€ ou mais. Até o arrumador de carros já torce o nariz quando de damos 50 cêntimos, quer l€, no mínimo.
Um abraço
Compadre alentejano

Teresa Durães disse...

não li, desculpem. pelo título até soltei uma gargalhada. pelo menos há quase 10 anos ando aperder poder de compra

boa noite

João Rato disse...

Um governo com coragem mandava os banqueiros às urtigas e todas as dívidas ficariam sem efeito! Devedores de todo o país, univo-vos, reclamemos a banca rota!
É legítimo não pagarmos aos bancos que nos enganaram! Voltemos ao tempo das panelas! Que me importa a mim o crédito mal parado? Preocupa-me sim, um Estado que proteja os banqueiros mais que o pobre povo!
Estamos no tempo em que as igrejas foram substituídas pelas agências bancárias, são os edifícios mais imponentes e frequentados das cidades! Voltem padres, monges e abades, prefiro o confessionário à pose de gravata do gestor bancário!

Peter disse...

Um dos mais prestigiados pensadores do nosso tempo, George Steiner, disse há dias na Gulbenkian, não compreender porque é que os pobres de todo Mundo não se revoltam.

Lampejo disse...

Quin,

É por isso que eu não poupo nada, nem mesmo meus elogios aos teus textos...
que estão a cada dia mais belos!

(a)braços é boa sorte!

R@Ser disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fernanda e Poemas disse...

Olá amigo, ainda bem que gostou do meu cantinho das fotos.
Fico feliz.
Muitos beijinhos!
Fernandinha

C Valente disse...

Claro poupar, com por exemplo o Presidente do Banco de Portugal, tem um pequeno ordenado, somente superior a igual categoria do Banco dos EUA, e por isso se ele poupa , os outros podem fazer o mesmo, não acha'
saudações amigas, e vamos poupar para a bica

DS disse...

É verdade que existem muitas pessoas em dificuldade, que nem o suficiente têm, quanto mais poupar.
No entanto, nós a sociedade em geral, temos uma visão destorcida de suficiência e de escassez.
Não podemos confundir a real pobreza com a nossa crónica insatisfação.